
De Carlos Tevez, explicando o porquê de não querer voltar ao Boca Juniors: "Porque se eu for (para o Boca) e conversar com Roman (Riquelme), Martín (Palermo) vai se irritar. Se conversar com Martín, Roman vai se irritar. Melhor não ir."
Com essa declaração do atacante do Manchester City, fica claro que o clima em um dos principais clubes argentinos não é dos melhores. Oito treinadores recusaram o convite para treinar o Boca no torneio Clausura (Somente Julio Falcioni aceitou o desafio).
Boca Juniors e River Plate não se classificaram para a Libertadores desse ano e estão passando por uma crise técnica e financeira.
Daniel Passarella, presidente do River, prevê um futuro árduo ao clube: "O River não tem como fazer grandes contratações. O clube tem prejuízo de US$ 1 milhão por mês."
O presidente foi além, criticou a gestão anterior e levantou uma dúvida: "Me digam qual clube trabalhou pior que o River nos últimos oito anos."
Os dois gigantes argentinos não conseguem retomar a boa fase. Esbarram na crise que o futebol argentino passa (até mesmo o presidente da Associação Nacional de Futebol, Julio Grondona, admitiu a má fase), na falta de dinheiro (O déficit do River Plate ano passado, por exemplo, foi de 20,4 milhões de reais) e, para piorar, nas rusgas internas.
Porque Palermo e Riquelme, mesmo sendo dois dos maiores ídolos da história do Boca, são a prova viva de que o problema nos clubes argentinos não é dos menores e não tem data para terminar.
Fontes: Diário de São Paulo e Diário Olé
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