Porque a violência e a insegurança afastam cada vez mais os jogadores brasileiros de seu país natal. E porque essa onda de ameaças, protestos e ofensas está por fazer mais uma vítima.
Saiba os motivos que levaram Roberto Carlos a pensar em deixar o Brasil e ir para os Estados Unidos.
Roberto Carlos chegou ao Corinthians como mais um medalhão no elenco. Depois de contratar Ronaldo, o time alvinegro esperava que o lateral-esquerdo jogasse pelo menos um pouco do que sabe. Mas Roberto, a meu ver, fez mais do que o exigido.
Foi o melhor jogador da equipe corintiana em 2010 disparadamente. Ajudou a defesa, atacou, deu bons passes e marcou gols.
Quando se esperava pouco do veterano, ele conquistou, somente em 2010, o prêmio de melhor lateral-esquerdo do Campeonato Paulista e os prêmios da CBF e do Troféu Mesa Redonda de melhor lateral-esquerdo do Campeonato Brasileiro.
No começo de 2011, Roberto pisou no freio, assim como a maioria do time corintiano. E mesmo no começo da temporada, o lateral já estreou no Campeonato Paulista com gol. E Olímpico.
Agora, por que falar de Roberto Carlos?
Porque nos próximos dias, o Corinthians deverá perder o jogador. Não pela eliminação precoce do time na Pré-Libertadores. Não por opção da diretoria. Não por Roberto não render o esperado.
A atitude vem do jogador, que, ao assistir aos inúmeros protestos desses torcedores (torcedores?) do Corinthians, teme por sua vida e por sua família.
Roberto Carlos declarou que vem sendo constantemente ameaçado. E até perseguido nas ruas da cidade de São Paulo.
Infelizmente, muitas vezes os jogadores brasileiros encontram esse impecilho aqui no Brasil.
Um dos principais motivos da ida de muitos craques ao continente europeu é a insegurança em nosso país. Lá na Itália, Espanha ou Inglaterra, por exemplo, a situação é melhor.
Não é perfeita, pois esse tipo de coisa (ameaças aos jogadores e falta de segurança) acontece em quase todos os lugares. Mas na Europa, ocorre em menor escala.
Quem persegue Roberto Carlos em motos por São Paulo é o mesmo torcedor que depredou os carros dos jogadores corintianos.
É o mesmo cara que arremessou pedras contra o ônibus do Corinthians. É o mesmo que ameaçou de morte os jogadores.
Esses caras são os mesmos. E não podem ser chamados de torcedores.
O torcedor vai ao estádio para incentivar o time. Para apoiar, cantar, enfim, se divertir.
Uma eliminação na Libertadores não pode virar o fim do mundo. Como já disse muitas vezes neste blog, essa competição não deve ser tratada como uma obsessão pelos torcedores corintianos.
Um dia, o título virá.
Mas o que mais me entristece é que a violência fora dos estádios é "patrocinada" muitas vezes por dirigentes e até o torcedor comum.
Sim, o torcedor comum.
Porque o cara que vai ao estádio e canta que "fulano vai morrer", "o pau vai quebrar" e ameaça a torcida adversária não é menos pior de quem comete os atos violentos.
Por um Brasil melhor não só no esporte, é preciso que haja uma conscientização.
Violência só gera violência. E não leva a lugar nenhum.
Só afasta nossos craques de seu país natal.
"Estou repensando algumas coisas, estruturando minha segurança. Estou sendo muito ameaçado por telefone e minha família também. Até motos estão perseguindo meu carro nas ruas. Isso está passando dos limites. O Fabiano (Farah, agente) está voltando do exterior no início da próxima semana. Se ele vier com alguma coisa boa, eu devo aceitar. Não vou para outro clube brasileiro, mas fora é outra situação. Vou analisar o que é melhor para mim. Posso ir embora, sim." Roberto Carlos da Silva Rocha, 10 de fevereiro de 2011.
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De Carlos Tevez, explicando o porquê de não querer voltar ao Boca Juniors: "Porque se eu for (para o Boca) e conversar com Roman (Riquelme), Martín (Palermo) vai se irritar. Se conversar com Martín, Roman vai se irritar. Melhor não ir."
Com essa declaração do atacante do Manchester City, fica claro que o clima em um dos principais clubes argentinos não é dos melhores. Oito treinadores recusaram o convite para treinar o Boca no torneio Clausura (Somente Julio Falcioni aceitou o desafio).
Boca Juniors e River Plate não se classificaram para a Libertadores desse ano e estão passando por uma crise técnica e financeira.
Daniel Passarella, presidente do River, prevê um futuro árduo ao clube: "O River não tem como fazer grandes contratações. O clube tem prejuízo de US$ 1 milhão por mês."
O presidente foi além, criticou a gestão anterior e levantou uma dúvida: "Me digam qual clube trabalhou pior que o River nos últimos oito anos."
Os dois gigantes argentinos não conseguem retomar a boa fase. Esbarram na crise que o futebol argentino passa (até mesmo o presidente da Associação Nacional de Futebol, Julio Grondona, admitiu a má fase), na falta de dinheiro (O déficit do River Plate ano passado, por exemplo, foi de 20,4 milhões de reais) e, para piorar, nas rusgas internas.
Porque Palermo e Riquelme, mesmo sendo dois dos maiores ídolos da história do Boca, são a prova viva de que o problema nos clubes argentinos não é dos menores e não tem data para terminar.
Fontes: Diário de São Paulo e Diário Olé
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Torcedor, deixe sua opinião: Quem é o principal culpado pela crise enfrentada pelos clubes argentinos?
Estamos vivenciando novos tempos. Os clubes, jogadores e torcedores estão virando reféns de empresários, que não dão a mínima para o esporte e só pensam em uma coisa, o dinheiro.
Nas negociações, o que mais importa são as cifras no contrato e, é claro, a parte que se destinará ao empresário.
Está crescendo o número de craques "fatiados". Sim, como se fossem pizzas. Há 20 anos, era impossível pensar nisso. "Fulano é 20% de seu clube".
Além de empresários famintos por dinheiro, cada vez mais surgem grupos interessados em obter alguma parte de um jogador. "Vai 30% do Neymar, aí?" Ou melhor, "o chef recomenda 5 fatias do Paulo Henrique Ganso". "Nossa promoção do dia é de zagueiros. Leva um, paga dois."
Por acaso o rendimento do jogador dentro de campo será baseado nessa porcentagem?
A paixão pelo esporte foi deixada de lado. A moda agora é lucrar com o futebol. Do jeito que for necessário.
Jogadores são enganados, viraram reféns. De empresários e até irmãos.
No mais recente caso, Ronaldinho Gaúcho caiu na história de Assis. Foi convencido de jogar no clube que lhe pagar mais. O fato de sua família morar em Porto Alegre e o craque ter jogado no Grêmio no início de sua carreira não foram relevantes.
Nessa disputa desleal, o dinheiro sai vencendo. É o que realmente importa.
É triste saber que, na atualidade, são poucos os jogadores que defendem o clube em que jogam por amor. Pela alegria de jogar futebol.
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