A hipótese de devolver a Taça das Bolinhas ao Flamengo não passa nem perto da cabeça de Juvenal Juvêncio. O presidente são-paulino não abre mão de ficar com a tão comentada taça. E, se a Justiça o obrigar a devolver o troféu, tentará fazer um acordo com o time rubro-negro.
Ao menos Juvenal percebeu o que já era previsto.
Que o Clube dos 13 está rachado. E o Flamengo, contra o São Paulo.
"A CBF faz um jogo para nos dividir. A minha amizade com o Ricardo Teixeira é a seguinte, é aquele velho ditado: ‘não tão próximo que não possa ficar longe'".
O cartola quer mandar fazer duas taças. Uma ficaria para o time paulista, outra para o carioca.
Deve aceitar até derretê-lo ou dividí-lo, pois o que o candidato a reeleição no São Paulo não quer é perdê-lo.
Em busca de seu terceiro reinado no time do Morumbi, Juvenal não perde também sua teimosia.
Depois de Ricardo I veremos um outro Imperador surgir?
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O Flamengo é hexacampeão brasileiro. Ponto. E você, leitor, deve estar se perguntando porque, justo em uma segunda-feira, 24 anos depois do título de 1987, a Confederação Brasileira de Futebol decidiu oficializar a conquista. Saiba que, em tempos de racha no Clube dos 13, devido ao novo contrato de televisão para o Campeonato Brasileiro, essa decisão vai muito além de premiar o clube carioca. Entenda os motivos políticos.
Não entrarei no mérito da Copa União de 1987, e quero deixar claro que considero tanto o Sport Club do Recife como o Clube de Regatas Flamengo campeões brasileiros daquele ano.
Mas o mais importante são os bastidores dessa decisão tomada na manhã de hoje.
É pura política.
Deixe-me explicar. O Clube dos 13 está dividido em relação a renovação do contrato de TV do Campeonato Brasileiro. De um lado estão Corinthians, Botafogo, Coritiba, Goiás, Corinthians, Cruzeiro, Santos, Vasco e Vitória (que votaram em Kléber Leite na última eleição do C-13).
O Corinthians tem ótimas relações com a CBF e já declarou que só negociará com a Rede Globo. Como seus jogos rendem maior audiência à emissora, o clube alvinegro deseja receber maior valor do que os demais clubes. E a Globo, interessada na alta audiência corintiana, está negociando diretamente com o clube.
E o racha no Clube dos 13 começou por aí.
Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG e membro da comissão do C13 que discute os direitos de transmissão, defende a negociação em conjunto. "Isso [negociação separada] vai causar um prejuízo ao futebol que não se recupera em 20 anos."
O Flamengo, até então, estava desse lado, do Atlético-MG, São Paulo e outros clubes.
Porém, o maior objetivo da CBF é contar com o apoio do clube rubro-negro.
É fácil de entender, pois o Flamengo é o time com o maior número de torcedores no Brasil, e, com sua ajuda, a CBF estaria realizada.
Para atrair os dirigentes cariocas, duas atitudes foram tomadas:
1) A CBF colocou o Flamengo contra o São Paulo, ao entregar a Taça das Bolinhas para o clube paulista. Os dois eram aliados e foram os únicos a "bater de frente" com Ricardo Teixeira e cia. Agora brigados, a tendência é que o Flamengo mude de lado na disputa.
2) Reconhecer o Flamengo, apenas hoje, como hexacampeão brasileiro, é um "pedido de desculpas" da Confederação, que na verdade, só está interessada no apoio dos rubro-negros.
É bom lembrar que a relação Flamengo e CBF tem tudo para melhorar. E isso começou quando a TRAFFIC ajudou o Flamengo a trazer Ronaldinho Gaúcho.
Curioso é querer descobrir o porquê da CBF querer tanto ficar do lado da Rede Globo.
Também é bom lembrar que, como noticiado, após o amistoso contra a França, houve uma reunião no hotel da Seleção. Entre Julio Cesar, sua esposa Susana Werner, Andrés Sanchez e Galvão Bueno, narrador da Globo.
Apenas um papo entre amigos? Não sei dizer.
Que devolvam a Taça da Bolinha ao Flamengo.
Que reconheçam o clube como hexacampeão brasileiro.
Mas que a integridade no futebol brasileiro continue. E que o torcedor, iludido ao ver seu clube ganhar uma nova taça, perceba que, para a CBF, a política é muito mais importante do que o futebol.
Termino o texto com uma questão levantada pelo jornalista Mauro Cezar Pereira: "Terá ela (a presidenta Patrícia Amorim) vendido a alma rubro-negra ao Diabo em troca da canetada?"
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No 457º aniversário da cidade de São Paulo, Bahia e Flamengo entraram em campo, em uma manhã ensolarada, disputando a decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no estádio do Pacaembu.
O Flamengo, há 21 anos sem conquistar o título da comepetição, entrou em campo invicto nessa edição da Copinha. 4 vitórias e 3 empates. O Bahia chegou a sua primeira final no campeonato, sendo primeiro time nordestino a participar da decisão.
Mesmo sem o título, o Bahia já estava fazendo história.
E, empurrado pela maioria rubro-negra no Pacaembu, o Flamengo começou melhor. Aos sete minutos, Frauches marcou o primeiro. Para a festa da torcida no estádio e também para Luxemburgo e Patrícia Amorim, que assistiram ao jogo das tribunas.
O Bahia, entretanto, não se intimidou e buscou o empate. Mais ofensivo com a entrada de Valson, o gol tricolor saiu aos 30 minutos. Marllon colocou a mão dentro da área do Flamengo. E Rafael igualou o marcador, com uma bela cobrança de pênalti.
No início do segundo tempo, o domínio do jogo era tricolor. O Bahia tocava bem a bola e fazia o que queria. Começou a brilhar o goleiro rubro-negro César, com defesas salvadoras.
E quando o Flamengo estava perdido no jogo, Thomas entrou no jogo. Em uma de suas primeiras jogadas, invadiu a área e foi derrubado por Dudu. Outro pênalti, desta vez para o Flamengo. E o zagueiro do Bahia tomou o segundo cartão amarelo e foi embora da partida mais cedo.
Negueba cobrou muito bem a penalidade e complicou a vida do time baiano.
A partir daí, o Flamengo conseguiu controlar o jogo. A torcida do Mengo acordou e ensaiou um "olé" no final do jogo.
Nos últimos minutos, Laercio pegou uma sobra dentro da área e emendou um forte chute. O goleiro César fez sua última e milagrosa defesa na partida.
Agora era só esperar o apito do juiz.
O Flamengo, do ótimo goleiro César, do promissor Muralha e do artilheiro Thomas, sagrou-se bicampeão da Copinha. O time carioca bateu o Bahia na final apostando nas jogadas aéreas.
Mesmo sem o mesmo número de talentos revelados na competição anterior, a Copa São Paulo desse ano mostrou a força dos times de empresários, alguns bons jogadores e a força do futebol no Nordeste.
Todavia, falta a competição uma melhor organização, uma redução óbvia no número de times e um replanejamento no calendário da competição, para assim, a Copinha voltar a atrair a atenção do torcedor.
Porque para a grande maioria, a Copa São Paulo deste ano não passou de um (indigesto) aperitivo para a temporada futebolística no país.
Imagem: Futura Press
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Torcedor, deixe seu comentário: quem foi o melhor jogador do Mengo nessa Copinha?