Brasil e França disputavam apenas um amistoso em Saint-Denis. Mas o duelo entre as duas seleções, que traz consigo muitas histórias, foi bem disputado. Logo no primeiro tempo, Hernanes foi expulso ao acertar um chute no peito de Benzema. E o Brasil, sem um homem de criação, não se acertava no ataque.
A zaga brasileira foi bem, mas nem David Luiz, nem Thiago Silva e nem o autor de milagrosas defesas Julio César conseguiram impedir o gol de Benzema, aos 9 minutos do segundo tempo.
O Brasil não perdeu nada, afinal, o jogo era só um amistoso. Mas deixou de convecer o torcedor brasileiro. Falta uma base para esse time de Mano Menezes.
O JOGO
Na primeira etapa, o Brasil foi superior aos franceses. Tirando alguns lances perigosos nos primeiros minutos, a França não conseguiu levar muito perigo ao gol de Julio Cesar.
Mas levando em consideração a organização defensiva, os melhores eram os Le Bleus. E o time de Mano Menezes, torcendo por um vacilo francês, marcava a saída de bola adversária.
Hernanes fazia uma boa partida até os 39 minutos, quando foi expulso.
Elias roubava bolas no meio-campo e organizava a saída de bola da Seleção. Como nos tempos de Corinthians. Do jeito que Mano gosta.
Renato Augusto, aposta do treinador, ficou na média. Não fez nada que comprometesse o jogo, mas, vestindo uma camisa que já foi de Pelé, Zico e tantos outros craques, sempre se espera mais.
Um camisa 10 da Seleção Brasileira precisa ser diferenciado. E não vejo isso em Renato.
Mas é claro que Kaká e Paulo Henrique Ganso são os favoritos para vestirem a 10 em 2014. Renato Augusto pode ser uma alternativa no banco, talvez. Mas também consigo citar facilmente outros jogadores com um futebol superior ao do jogador do Bayer Leverkusen. Como Hernanes ou Lucas.
A zaga brasileira me passa confiança. Gosto dos jogos que David Luiz e Thiago Silva fazem no Benfica e no Milan, respectivamente. O segundo até foi chamado de "extraterrestre" na Itália.
No único gol francês, quem falhou foi o lado direito brasileiro. Dani Alves ou Robinho deveriam ter acompanhado a descida de Benzema, que entrou livre na área para completar lançamento de Menéz.
Julio César, com defesas milagrosas, salvou o Brasil em vários lances. Se não fosse o arqueiro da Inter, o placar certamente seria maior.
Por mais que o amistoso servisse mais como um "laboratório" para Mano Menezes testar novas caras no grupo, esperava mais da Seleção.
Esse Brasil, que ainda espera a chegada de Neymar, Ganso e Kaká, ainda não formou sua cara. Uma base precisa ser consolidada.
Imagem: AFP
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