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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Fluminense é bicampeão!


O jogo de ontem no Engenhão não foi excelente. O líder Fluminense, pela pressão do resultado e por jogar em casa, quase não conseguia assustar o já rebaixado Guarani.

 

 

O time de Campinas não foi mal na partida e incomodou. Incentivado financeiramente pelos rivais do Fluminense na busca pelo título, os jogadores bugrinos até se jogavam no chão em algumas disputas.

 

 

Correram no primeiro tempo o que não correram no campeonato inteiro. Para a tristeza de sua torcida, que não apoiou em momento algum os 11 jogadores de verde ontem.

 

 

A ausência de Deco e Tartá pesou para o Tricolor Carioca. Mas a pior parte era o nervosismo. Eram 26 anos sem conquistar o Brasileiro. A hora era aquela, e os jogadores sabiam que não poderiam falhar.

 

 

A torcida, quase 41 mil pagantes, fez uma linda festa. Nos momentos mais angustiantes, torcedores roeram as unhas, tricolores de todos os cantos oraram e lamentaram cada chance perdida.

 

 

No começo do segundo tempo, Muricy colocou Washington no jogo. E que estrela o Coração Valente tem!

 

 

Chamou a torcida para jogar junto do time "de guerreiros" e, mais uma vez, o Engenhão pegou fogo.

 

 

O gol de Émerson foi sofrido. Após grande insistência, os torcedores do Flu soltaram o grito de "gol" e perceberam que faltava pouco para o título.

 

 

O Guarani não podia fazer mais nada. Não havia mala branca que segurasse o time verde e grená naquele momento.

 

 

Já em Goiânia, o Corinthians viu que não tinha mais forças para virar o jogo contra o Goiás. Os torcedores alvinegros não acreditavam mais no tropeço do líder no Rio.

 

 

Mesmo com um futebol superior, só nos minutos finais o grito de "bicampeão" saiu da garganta dos tricolores.

 

 

Muricy conquistou seu 4º brasileiro. Foi saudado pela torcida com o grito de "Muricy guerreiro, ficou no Flu para ganhar o Brasileiro".

 

 

Ganhou o melhor time. O mais regular. Que ficou 23 rodadas na primeira colocação.

 

 

Ganhou o time do craque do campeonato. Um argentino chamado Conca.

 

 

O final? Ah, o final tinha que ser dramático.

 

 

O bicampeonato do Fluminense chegou na raça. Sob a benção de João de Deus. Em um roteiro de Nelson Rodrigues.


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segunda-feira, 15 de novembro de 2010


Erros da arbitragem estragam bom jogo no Pacaembu


Corinthians e Cruzeiro faziam um bom jogo no Pacaembu. Poucas surpresas no primeiro tempo, mas nos 45 minutos finais, foram criadas mais chances. O time mineiro bombardeava a zaga corintiana e era melhor. Os visitantes limitavam-se a contra-atacar.

 

E quando tudo parecia resolvido, Ronaldo se choca com o zagueiro Gil e cai na área. O juiz Sandro Meira Ricci não hesita: marca pênalti. As mais de 39 mil pessoas presentes no estádio comemoram. Enquanto Gil é expulso, uma multidão em azul começa a protestar contra a marcação de Ricci.

 

A jogada acabou pouco depois. Ronaldo, com uma frieza espetacular, define o placar do jogo. Festa corintiana.

 

Mas todos sabiam que aquela trombada renderia muita discussão no decorrer da semana. Programas esportivos e outros veículos de mídia discutiram a marcação, analisaram a jogada e decidiram crucificar ou não o árbitro.

 

É claro que todos têm sua versão. Segue abaixo, a minha.

 

Ronaldo e Gil projetam-se em direção a bola. O zagueiro cruzeirense, percebendo que o atacante alvinegro receberia a bola do jeito que ele gosta, entra na jogada com uma força excessiva, porém, muito comum nas divididas do futebol brasileiro.

 

Ronaldo, como está de costas para seu marcador, não espera o choque daquele jeito. Assim que há o encontrão, o camisa 9 cai.

 

Gil não empurrou o atacante e muito menos o segurou. O que muitos reclamam é o jogador ter tocado Ronaldo com o ombro por trás do atacante. Apenas isso.

 

Se a jogada acontecesse na Europa, nenhum juiz daria a penalidade. Lance normal. Mas nós estamos no Brasil, e aqui, muitos outros árbitros já marcaram pênaltis em jogadas muito parecidas como a do jogo de sábado.

 

Eu, particularmente, não daria o pênalti. Mas Sandro usou um critério que é muito comum em nosso futebol e temos de respeitar.

 

Para mim, essa jogada nem foi a mais escandalosa na partida. O trio de arbitragem do jogo merece uma grande punição não só por causa dessa penalidade, mas sim pelos inúmeros impedimentos assinalados erroneamente e outras marcações duvidosas.

 

Thiago Ribeiro, por exemplo, pediu pênalti em duas divididas com o goleiro Julio César. Na primeira delas, não foi nada.

 

Porém, se Sandro tivesse o mesmo critério, ele daria pênalti na segunda jogada. O atacante do time mineiro trombou com Julio César. Repito, no Velho Continente, o juiz da partida também mandaria o jogo seguir.

 

Infelizmente, em um belo duelo, quem mais chamou a atenção foi a arbitragem, que, novamente, interferiu no resultado.

 

O Corinthians comemorou o empate do Fluminense no domingo e assumiu a liderança isolada. Dificilmente o título desse ano sairá das mãos do time de Tite.


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sábado, 13 de novembro de 2010


E o descaso com o torcedor continua


É triste saber que o torcedor de futebol continua a ser menosprezado aqui no Brasil. Podemos revelar os melhores jogadores e termos uma das melhores competições do mundo, mas quem quer ir no estádio em nosso país continua sofrendo.

 

Para tentar combater o problema, foi criado o programa do "Estatuto do Torcedor" e novas medidas, mas pouco mudou. A cada dia, a violência, a desorganização e mau trato com o torcedor só afasta o público das competições.

 

O baixo público nos jogos desse Brasileirão, na maior parte, não é resultado do baixo nível técnico da competição.

 

Abaixo, segue um triste relato do torcedor Ricardo Cianciaruso, que foi apenas mais uma das vítimas da péssima organização nos estádios. Ricardo enviou essa carta aos Organizadores do Palmeiras e do Espaço VISA.

 

 

"Caros Organizadores do Palmeiras e do Espaço VISA

Eu meus colegas, aqui copiados, fomos alguns dos milhares de Palmeirenses que com ingresso na mão do Espaço VISA ficaram para fora do estádio.

Entramos na fila da numerada descoberta por volta das 21h00. O jogo começaria `as 21h50. Quando eram 35 minutos do primeiro de tempo, ao ver que ainda faltava muuuuuuito para chegar perto do portão de entrada que havia sido inexplicavelmente fechado, desistimos. E aí, com "ingresso na mão", fomos embora assistir pela televisão.

A causa de tudo isso não foi a chuva e nem o transito de São Paulo. O problema é que havia apenas um portão. Só um portão. E com míseras duas catracas para dar vazão a entrada de milhares e milhares de pessoas que compraram pela internet.

Um absurdo ver pais com suas crianças de colo, vestidas com a camisa do Palmeiras, por horas numa fila interminável, sem conseguir entrar no estádio.

Vergonhoso ver estrangeiros embasbacados com falta de organização. Uma vergonha para o Palmeiras, uma vergonha para VISA e outra vergonha para o Brasil. Vergonha!

Mais triste ainda ver as pessoas na fila de certa forma conformadas, sem força para reclamar , afinal, esse tipo de coisa sempre acontece no Brasil.

Segundo um PM, educado, eu deveria reclamar com o gênio que alocou apenas duas catracas do espaço VISA para receber milhares de pessoas.

Apenas duas catracas. Apenas duas catracas. Apenas duas catracas.

Um absurdo!!!!!!

Por sorte isso ocorreu num setor familiar com ingressos que custavam R$50,00.
Em outras circunstâncias, as pessoas poderiam ter quebrado tudo, o que poderia causar uma tragédia.

Saí da fila com vontade de nunca mais voltar ao estádio.

Copa do Mundo. Aqui? Isso seria uma pegadinha?

abs, Ricardo.
p.s.: os nossos ingressos foram comprados pelo Fernando Waki e Roberto Cianciaruso. O mínimo que pode acontecer é recebermos o dinheiro de volta."

 

E viva a Copa do Mundo de 2014!


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