
#Hojetem de novo e de novo o Santos se vê envolto a mais polêmicas. Polêmicas que começamos a desconfiar que são até plantadas para ver se desestabiliza o time antes de uma grande decisão. E pelo que vimos na semana passada, parece que funciona, tanto que tivemos importantes baixas para hoje.
Só que hoje é diferente. Hoje o jogo será longe e isso traz a vantagem de o burburinho não ficar tão próximo do elenco e é claro que a desvantagem de não podermos atormentar o adversário e cantar nossos hinos de amor ao Peixe para que time se sinta empurrado à vitória.
Só que hoje é diferente não só por causa disso. Há 99 anos, em um mesmo 14 de abril, nosso Glorioso Alvinegro Praiano surgia para o mundo. Nasceu grande e durante todos esses anos se tornou um dos gigantes do esporte bretão. Então, hoje - e é preciso repetir muitas vezes a palavra hoje - só haverá um presente possível que é a vitória contra o Cerro. Só isso nos trará a satisfação de comemorar esta data tão bonita!
Peço a você, Maestro, que leve o time à vitória. Você e o professor Muricy são nossas esperanças. Mas muito mais você, pois hoje será você quem estará em campo, você é que poderá se doar ao máximo e você é quem é o gênio da história.
Não quero saber de polêmicas, nem de descer o sarrafo em ninguém. Mais uma vez peço a torcida do Santos que seja mais Santos. Hoje não poderemos estar lá, mas vamos com o coração mesmo, com nossos pensamentos positivos para ajudar o time. Pois trazendo a vitória, o Pacaembu estará lotado para ver a classificação contra o Táchira.
É isso. Parabéns, Santos Futebol Clube! Santos, meu amor!
#PracimadelesSantos
Critério é o que falta para a arbitragem
Um campeonato é decidido apenas no apito? Com certeza, não. Mas é claro que possui uma influência por vezes letal. Em 1995, o Santos sofreu com essas decisões ‘arbitrárias’ e estapafúrdias. Mas é claro que o Peixe teve chance de resolver o jogo em outros momentos e não ficar na mão do árbitro. Não tivesse tomado uma saraivada no primeiro jogo da final no Maracanã e não tivesse perdido outros gols no fatídico jogo do Pacaembu, talvez o Peixe tivesse colecionando nesse ano de 2010, seu décimo título nacional. Apesar das falhas do Peixe, aquele título será lembrado sempre como o título em que um árbitro foi ‘campeão’.
O Cruzeiro perdeu na semana retrasada para o Corinthians por conta do pênalti assinalado no Ronaldo? Não! Definitivamente, não. O Cruzeiro foi mais time que o Corinthians durante todo o jogo, mas perdeu gols, chances, tentou cavar algumas faltas, poderia ter finalizado melhor as oportunidades que criou. Mas não o fez, e no fim do jogo, um pênalti que gerou muita polêmica. Para mim, pênalti. Sem dúvida nenhuma sobre Ronaldo, mas eu sou daqueles que endossa a reclamação dos mineiros contra a arbitragem.
Eu não sei se é má fé, mas verdade é que o que irrita nos árbitros brasileiros é a falta de critério. Em 1995, Márcio Rezende de Freitas e o Bandeirinha, que não vou lembrar o nome, validaram um gol impedido de Túlio, um lance onde era difícil marcar, onde com certeza havia dúvidas, mas na dúvida é pró-ataque como recomenda a Fifa (nem sei se era daquele tempo a recomendação, mas o bom senso diz isso, o esporte vale pelo gol e ele tem que ser privilegiado). Mas não dá para entender como os mesmos árbitro e bandeirinha anularam o gol do Camanducaia, que não estava impedido, onde claramente ele partiu de trás, mas como poderia haver dúvidas e isso é válido, não dá para entender mesmo eles não utilizarem o mesmo critério que usaram para validar o gol do Túlio.
O mesmo se aplica no jogo do Cruzeiro contra o Corinthians, houve uma carga do Willian sobre o Wellington Paulista, muito semelhante a que o zagueiro Gil fez em Ronaldo. O pênalti que o Júlio César fez em Tiago Ribeiro também está na mesma linha de quem marca falta nesse tipo de carga que o Ronaldo sofreu. Foi pênalti em Ronaldo? Claro que foi. Mas não dá para entender por que motivo os outros não foram. Por que os impedimentos só contra o Cruzeiro foram assinalados. Isso é que não dá para entender.
Não sei se é má fé, mas é essa falta de critério e que geralmente beneficia um time específico um time durante o campeonato é que irrita bastante o torcedor brasileiro. Não dá para entender e é para ficar perplexo com o protesto do Corinthians contra a arbitragem no Barradão ontem, sendo quem foi beneficiado mais uma vez pela arbitragem foi o time de Parque São Jorge.
Ontem, foi muito pênalti do Ralf, e a falta não era passível de amarelo, pois o jogador estava displicentemente com o braço aberto e a bola pegou no braço dele e ele estava levando vantagem na jogada, mas ele não teve a maldade de cortar a bola. Depois teve o pênalti do Júlio César no jogador Adaílton, teve o impedimento mal marcado no gol do Júnior e ainda teve um impedimento não marcado e quase sai um gol do Jorge Henrique. E o bandeirinha que permitiu a jogada do Jorge Henrique foi o mesmo que anulou o gol do Júnior. De todos os lances polêmicos, só o pênalti no Ralf foi marcado. Poxa, Corinthians! Você é o único que não pode vir com história triste nesse campeonato por conta de arbitragem, mesmo perdendo foi ajudado.
O que nós torcedores e mesmo os times gostariam não nem que todos os árbitros apitem de mesma forma. O futebol é extremamente interpretativo e eu acho legal que haja formas arbitrar, aquele árbitro que seja mais rigoroso, o que deixa o jogo correr, isso aí faz parte do folclore do futebol, é bom para as análises, faz com que os jogadores também pensem nisso. Eu acho legal isso.
Mas um árbitro precisa ter o mesmo critério, não dá para que ele em um mesmo jogo apite de formas diversas jogadas semelhantes, isso quebra qualquer preparação, ritmo de jogo e é claro que gerará inúmeras reclamações, uma vez que poderemos questionar o motivo do árbitro apitar tal jogada de um jeito e uma semelhante de outro. A credibilidade cai enormemente e não é para menos mesmo. Se o critério da dúvida fosse levado porque é esse o que bandeirinha e árbitro acreditavam, em 1995 e ontem no Barradão, as histórias seriam diferentes. O Peixe já teria 10 títulos nacionais e o Vitória daria um enorme passo para ficar na primeira divisão.
E, sinceramente, não acho que só recurso eletrônico, pura e simplesmente, resolverá os problemas. Mas isso é assunto para outro texto.
Só para fechar, parece que há algo de 5 em 5 anos para manchar o Brasileirão. 95, nem falo mais nada. 2000, foi aquela Copa ridícula, com time não sendo rebaixado e final onde o Vasco quase gera uma tragédia. Em 2005, Zveitão foi quem ditou o campeão e Márcio Rezende de Freitas ‘recebeu’ o título de bi-campeão. E agora... enfim... vamos esperar para ver.