Pessoal, eu tenho andado bem ausente do LA, pois estou em um projeto paralelo de blog e ainda não quero "gastar" o conteúdo, mas vendo o vídeo abaixo eu fiquei indignado e transcrevi aqui um comentário que fiz no blog do Rica Perrone.
Acompanho seu blog e concordo com a grande maioria das suas colocações, mas o que o Dunga fez ontem com o Alex Escobar é coisa de escola mesmo, eu fazia isso quando tinha 10 anos de idade. Foi totalmente ridículo o treinador da maior seleção do mundo balbuciando "Tú é cagão seu merda!" durante uma coletiva ao vivo para o mundo inteiro. Fiquei totalmente envergonhado pela pessoa e não pelo treinador.
A imprensa pode parar de bater no Dunga que ele continuará com sua tradicional "delicadeza", aliás, tenho assistido à todas as coletivas do Dunga e não vejo nenhum reporter provocando e sempre o anão responde com grosserias e ironias. Tá na hora do Ricardo Teixeira ou do Andrés dar um puxão na orelha do Dunga e pedir um mínimo de postura nos eventos oficiais da FIFA.
O Maradona foi susenso 2 meses por besteiras ditas na Argentina, o Dunga que se cuide, pois, por picuinha dele pode trocar o banco de reservas pelo banco dos réus.
Hoje poderíamos fazer milhares de analises táticas diferentes, mas eu prefiro falar do mais importante para a vitória do Flamengo ontem: "O melhor em campo foi o Toró!" Desde o começo era possível ver que o futebol seria impraticável, era até viável que o árbitro não iniciasse a partida para a segurança dos jogadores, mas com os compromissos com nossa querida Globo o poloaquático teve início e a diferença como os dois times tratavam as poças d'águas era evidente enquanto o Timão tentava a todo custo rolar a bola sendo inúmeras vezes brecado pela água os rubro-negros abusavam das cavadinhas para que a bola chegasse nos companheiros.
E toda aquela chuva foi definitiva para a vitória. Com um campo seco e em plenas condições de jogo a história poderia ser bem diferente, mas a garra e superação dos cariocas foi determinante sobre o Corinthians que se apoiava na tal experiencia que mais parecia apatia.
Mas se engana quem já jogou a toalha, pois desde que estreiou Mano Menezes reverteu todos os resultados adversos em mata-mata e na única vez em que perdeu um jogo desse tipo foi quando saiu na frente.
Quarta feira que vem a fiel vai lotar o Pacaembú pra empurrar o time e espero que Mano ouça os Deuses do futebol e parta pra cima do Flamengo com o 4-3-3, pois jogar com 3 volante precisando de 2 gols é duro. Use o esquema do ano passado com o Jorge e o Dentinho abertos e Ronaldo centralizado, pois assim eles rendem mais e ainda exploram a avenida que Léo e Juan possibilitam com suas decidas.
Metade já passou agora é torcer pelo Timão e esperar que o Flamengo não traga o Toró na bagagem.
Depois da grande vitória do Corinthians ontem o assunto deveria ser o clássico, mas uma despedida anunciada desde 2007 quando se tratava de cancer aconteceu. Nessa manhã o jornalista Armando Nogueira foi se juntar a equipe de cobertura lá em cima.
Armando Nogueira nasceu em Xapuri dia 14 de janeiro de 1927. Um dos grandes jornalistas e cronistas esportivo foi pioneiro do telejornalismo e responsável pela implantação do jornalismo na Rede Globo.
Filho de cearenses que emigraram para o Acre, nascido na mesma cidade onde também nasceu o seringueiro e líder sindical Chico Mendes, mudou-se para o Rio de Janeiro com apenas 17 anos de idade. Entrou para a Faculdade de Direito e conseguiu um emprego de ensacador, mas desde então pensava em ser jornalista.
Em 1950, foi trabalhar na seção de esportes no Diário Carioca. Esse jornal reunia, na época, os mais expressivos jornalistas do Rio de Janeiro como Prudente de Moraes Neto, Carlos Castello Branco, Otto Lara Resende, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Pompeu de Souza, e foi uma verdadeira escola de jornalismo para Armando, que lá permaneceu por 13 anos.
Foi testemunha ocular do atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, na Rua Toneleros, em Copacabana. Ao escrever sobre o espisódio, fez história no jornalismo brasileiro: pela primeira vez numa reportagem um fato era narrado na primeira pessoa.
Além do Diário Carioca, passou a colaborar também com o Diário da Noite. Depois de uma passagem pela revista Manchete, em 1957, foi para a revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, propriedade de Assis Chateaubriand e, em 1959, para o Jornal do Brasil.
Armando foi pioneiro na televisão brasileira, ao trabalhar, a partir de 1959, na primeira produtora independente do país, dirigida por Fernando Barbosa Lima, onde escrevia textos para os locutores Cid Moreira e Heron Domingues lerem na antiga TV-Rio.
Convidado por Walter Clark, foi para a Rede Globo em 1966 onde implantou, com Alice Maria, o telejornalismo da emissora. Graças ao trabalho de Armando e Alice Maria, o telejornalismo, que antes era visto como uma coisa menor, passou a atrair o interesse dos profissionais e do público.
Nos 25 anos que passou na Globo foi responsável ainda pela implantação do jornalismo em rede nacional e pela criação dos noticiosos Jornal Nacional e Globo Repórter.
Mas sua paixão sempre foi o esporte, em especial o futebol. A partir de 1954, esteve presente na cobertura todas as Copas do Mundo e, desde 1980, de todos os Jogos Olímpicos.
Mesmo com todos esses serviços prestados, envolveu-se em uma rumorosa polêmica em 1989, dentro da própria Globo. No segundo turno das eleições presidenciais daquele ano, a emissora promoveu um debate entre os candidatos Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva. No compacto do evento, que foi exibido no dia seguinte de sua transmissão no Jornal Nacional, houve uma edição que favoreceu claramente o candidato Collor, que desde o início foi apoiado - direta ou indiretamente - pelas empresas de Roberto Marinho. Na qualidade de diretor de jornalismo, Armando foi pessoalmente a Roberto e fez duras críticas à sua postura e a dos funcionários que realizaram aquela edição, dizendo que não compactuava com aquilo. Por causa disso, acabou aposentado pela alta cúpula e desligou-se da emissora definitivamente no ano seguinte. Passou, então, a se dedicar integralmente ao jornalismo esportivo.
Mantém uma coluna reproduzida em 62 jornais brasileiros, um programa no canal por assinatura SporTV, um programa de rádio e um site na Internet. É também proprietário da Xapuri Produções, que faz vídeos institucionais para empresas, para as quais também profere palestras motivacionais. Escreveu dez livros, todos sobre esportes.
É praticante de vôos em ultraleves, tendo sido fundador do clube carioca da modalidade. No futebol, é torcedor apaixonado do Botafogo.
Armando Nogueira é dono de um estilo original e elegante, que foge dos lugares comuns que proliferam na crônica esportiva. Pode-se dizer que fez escola, pois vários repórteres esportivos tentam imitá-lo.
Não raro, Armando extravasa sua veia poética para demonstrar sua admiração pelo esporte e por seus ídolos. Algumas de suas frases inspiradas se tornaram antológicas. A seguir, alguns exemplos.
* Sobre futebol e caráter: O futebol não aprimora os caracteres do homem, mas sim os revela.
* Sobre a vitória na Copa de 1970: Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.
* Sobre Garrincha e sua habilidade para driblar: Para Garrincha, a superfície de um lenço era um latifundio.
Hoje o Brasil se despede de ícone da crônica esportiva. Descase em paz Armando. E bom trabalho nos campos aí do céu.
Atualizado às 15:30 (informações do LanceNet!)
Depois de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, governador e prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente, foi a vez da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decretar luto oficial de três dias pela morte do jornalista Armando Nogueira, que será velado no Maracanã nesta terça-feira.
No site oficial da entidade, o presidente da mesma, Ricardo Teixeira, "lamenta profundamente a morte do brilhante cronista, um dos mais importantes jornalistas brasileiros, com trajetória profissional marcante nas mais conceituadas empresas de comunicação do país."
Além do luto oficial, a CBF informa que será feito um minuto de silêncio em todos os jogos da segunda fase da Copa do Brasil nesta quarta-feira.