Um blog palmeirense que recebe com carinho todas as torcidas. Aqui todos serão respeitados e, se não forem palmeirenses, devidamente perdoados.


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segunda-feira, 20 de maio de 2013


O DESPREPARO DO BRASIL PARA GRANDES EVENTOS


Nestes últimos tempos vivemos momentos de decisões nos esportes. Inaugurações de arenas bilionárias, fim de campeonatos estaduais, além de grandes eventos artísticos, sobretudo nas grandes capitais, como a Virada Cultural em S.Paulo.

 

Mais que grandes eventos, o noticiário foi pródigo em informações sobre violência, a falência do sistema penal, a inutilidade dos centros de internação de jovens delinquentes e o retorno de temas como a maioridade penal, pena de morte, liberação da maconha e outras drogas.

 

É este o país que vai receber milhares de turistas para eventos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol, Olimpíada, Rock in Rio e outros grandes eventos.

 

Estes grandes espetáculos pressupõem que o governo tem uma política séria de segurança, que a população está resguardada em seu direito de ir e vir, que os turistas estarão seguros nos lugares por onde circularão, que haja civilidade no comportamento das pessoas, que vamos ter transporte abundante, seguro e barato, que a rede de infraestrutura será modernizada, a policia equipada e preparada, os serviços públicos  melhorados, incluindo ai o atendimento à saúde.

 

Mas, não estamos preparados para isso.

 

A leniência do poder público beira a total negligência. A policia tem se mostrado impotente e despreparada para as demandas de violência que tomam conta do país, além de ser a principal agente de corrupção junto à bandidagem.

 

A elite brasileira, antiga e autoritária, formada por jovens simpáticos, bem vestidos, riquinhos, estudantes de escolas caras e das melhores universidades públicas do país, continua alimentando uma rede de corrupção, de vício, de drogas, numa cadeia de violência que começa no consumo estratosférico de drogas pelos filhinhos de papai (que são os principais responsáveis pelo aumento insustentável do tráfico e da criminalidade), passando pela formação de quadrilhas que precisam abastecer esse extraordinário mercado, até o tráfico de varejo, de drogas pesadíssimas e de má qualidade, como o crack, que submetem mais de 2 milhões de miseráveis de baixa renda à exclusão total da sociedade.

 

Mulheres morrem na porta de hospitais públicos ao tentarem um simples parto. Doentes graves são obrigados a esperar meses por uma simples consulta, geralmente feita com desinteresse por médicos insensíveis e desinteressados, além da falta de medicamentos básicos e a total inacessibilidade a medicamentos mais caros.

 

Nas escolas, não notamos grandes evoluções pedagógicas, porque o estado continua ineficiente na preparação de educadores, os salários são humilhantes, as condições totalmente precárias e os alunos sem qualquer apoio social, já que a escola pública no Brasil virou depósito de gente desassistida. Quem tem condições paga escola particular, mais segura, mas igualmente ineficiente.

 

Como pode um país como este investir quase 100 bilhões de reais nesses eventos, onde apenas 33 bilhões serão em infraestrutura (que seria o legado à população  e não é certeza que serão implantados) quando não resolvemos problemas muito mais sérios e urgentes, onde a sociedade está se dissolvendo com a deterioração da familia, dos costumes, do respeito e da civilidade.

 

Investir tanto de maneira tão irresponsável é um escárnio à uma população que vive de aparência, onde 22 milhões de brasileiros, que haviam saído da linha de miséria (segundo o governo) voltaram à miséria absoluta com os últimos índices de inflação que consumiram sua parca esmola mensal.

 

Com a violência em todos os grandes eventos nacionais, com a criminalidade em alta, com o tráfico cada vez mais consistente e lucrativo, com leis negligentes que alimentam ainda mais a criminalidade, não vejo saída em curto prazo.

 

A violência das torcidas alienadas, o aumento de jovens delinquentes e o despreparo da população ao dirigir, ao conversar, ao lidar com as pessoas no dia-a-dia, a preocupação com a aparência  e o consumo, a droga como divertimento social, tudo isso leva a crer que chegamos ao fundo do poço e não há luz no fim do túnel, por mais otimista que se queira ser.

 

 


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segunda-feira, 8 de abril de 2013


PALMEIRAS NEGOCIA NOVO PATROCINADOR MASTER


A primeira parte da reestruturação do Palmeiras já está concluída. A nova diretoria estancou o ralo da má gestão, por onde escorriam as rendas do clube que quase o levou à falência. Cancelou contratações caras, se desfez de Barcos em troca de reforços imediatos e baratos e negociou dívidas e pendências, uma delas com o Patrocinador, a montadora KIA que resolveu cancelar o contrato sob a alegação de contenção de despesas. O clube aceitou a decisão da montadora em parte, mantendo parte do patrocinio até fim de abril, cumprindo assim outra pendência com a ADIDAS, que cobraria uma multa significativa se o patrocinador tivesse saído antes.

 

Em campo, mesmo sem empolgar, o Palmeiras sobrevive, tanto no Paulistão, quanto na Libertadores e ensaia “pequenas alegrias” à sua sofrida torcida.

 

A segunda etapa (e mais importante), no entanto está começando agora e se passa nos bastidores.

 

O presidente Paulo Nobre mantém conversas adiantadas com a presidência do Banco Itaú para que a instituição bancária seja o próximo patrocinador Master do clube.

 

Os números, que ainda estão sendo discutidos, giram em torno de 60 milhões anuais, a concessão do Naming Rights para a nova Arena Palestra por 10 anos no valor de 900 milhões de reais e investimento à parte na compra de jogadores, como no tempo da PARMALAT, com o objetivo de se tornar um player mundial, nos moldes de Barcelona, Real Madrid ou Manchester United.

 

Ninguém da diretoria confirma, mas o novo patrocínio deve começar já no próximo mês de maio. Os investimentos serão escalonados e as grandes contratações só chegarão no final de 2013.

 

É um alento para a torcida e para o clube.


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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


O CHOQUE DE GESTÃO E AS CONSEQUÊNCIAS NO VERDÃO


 

Ainda repercute dolorosamente junto à torcida do Palmeiras, a saída de Barcos para o Grêmio.

 

O que se pergunta a todo instante é se foi ou não um bom negócio. E tem explicação para todos os gostos.

 

No entanto, como todos sabem, os clubes brasileiros estão endividados até o pescoço e contam com a tradicional incapacidade do governo, o maior credor, em cobrar suas dívidas.

 

Quando  (e se) essas dividas explodirem, poucos clubes restarão em condições de sobrevivência.

 

Foi visando esta realidade, que a atual gestão do Palmeiras resolveu agir.

 

Entre direitos de imagem, salários e pagamento à LDU, o Palmeiras precisaria desembolsar imediatamente alguns milhões de reais. A curto e médio prazos, vencem dívidas milionárias, que o clube não tem condições de pagar, já que, no âmbito da política o clube é frágil, sem grandes padrinhos que possam abrandar nas esferas superiores seus dramas financeiros.

 

Qualquer gestor, em sã consciência, faria o que fez Brunoro. Vendeu Barcos (que não queria mesmo continuar no Parque Antarctica) e quitou alguns milhões de reais imediatamente, capitalizando ainda alguns jogadores medianos e dinheiro vivo.

 

O passo seguinte é se livrar de todos os salários altos, como os de Valdívia, Henrique e Wesley e manter a folha de pagamento ao nível dos jogadores medianos que puder contratar. Portanto, que os torcedores palmeirenses não fiquem aborrecidos se esses três jogadores vierem a sair. Basta aparecer clube interessado.

 

No caso de Marcelo Moreno, seu salário de mais de 400 mil reais por mês liquido, estava fora da nova política, mas Fábio Koff iria assumir metade do valor, para colaborar com a boa negociação com o Palmeiras no caso Barcos.

 

Como o pai do boliviano melou a negociação, agora estão tramando uma triangulação, onde Moreno vai para o Cruzeiro e Borges vem para o Palmeiras, via Grêmio, que pagará parte do salário do jogador. Esta parte ainda está sendo negociada e não há ainda um desfecho previsto, apesar de Brunoro já ter, precipitadamente, anunciado negociação com o centro-avante do Cruzeiro.

 

Com as finanças sanadas e o elenco fechado, o Palmeiras poderá então voltar a almejar voos mais altos, mas não em 2013 que será muito turbulento ainda.

 

Mais grave do que a saída de Barcos é a reação dos velhos e anacrônicos conselheiros do Palmeiras, que começam a levantar de seus túmulos e querem a cabeça de Brunoro. Eles não desistem.

 

A sofrida torcida palmeirense terá de ter mais um pouco de paciência e não atrapalhar, com protestos e vaias. Não é o momento.

 

A propósito, vencemos o Sporting Cristal por 2 x 1 no Pacaembu e o poderoso Grêmio perdeu para o humilde Huachipato do Chile, na Arena de Porto Alegre.

Avanti. Palestra.

Um degrau de cada vez e ainda podemos chegar lá.

 



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