Soberano, seis vezes São Paulo! Tri da América e do Mundo.


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quinta-feira, 18 de abril de 2013


Show do São Paulo contra o Galo. O adversário podia ter "treinado" melhor...


17h. Após o mecânico finalmente terminar de arrumar nosso carro partimos rumo ao Estádio do Morumbi. Eu e minha mãe. Com a fé de ainda encontrar ingressos, do carro não voltar a quebrar e de uma vitória do Tricolor, claro, com classificação. Como sempre, muito trânsito em São Paulo. Depois de uma hora, chegamos. Sendo que o caminho leva menos da metade do tempo. Estacionamento mais caro que a entrada, 70 reais. Cambistas por todo lado. Na bilheteria não havia fila, mas só vendiam cadeira. Com mais de 41 mil ingressos já vendidos era a opção que nos restava. Depois de esperar mais de uma hora na fila do portão 3, revista rápida do policiamento e a entrada estava liberada. No setor térreo Visa. Sentamos bem à frente do símbolo do clube que fica no gramado. Abaixo de um dos placares. Visão central do campo. Organizadores da partida de colete laranja passavam avisando que naquele local os torcedores deveriam permanecer sentados. Percebi um casal procurando por seus assentos. Fui até eles e expliquei que poderiam sentar em qualquer cadeira, pois os torcedores não estavam obedecendo aos lugares marcados no ingresso. Percebi então que eram estrangeiros. Agradeceram "gracias". Voltei então para onde estava sentada. Minha mãe conversava com um rapaz que estava por perto. Ele contava que veio do Pará para fazer compras no centro da cidade e aproveitou para ir ao jogo. Era sua primeira vez no estádio. O que eu notei logo que o vi. Era visível sua impaciência e felicidade de estar no gigante do Morumbi. Estava muito frio. Antes do jogo começar mostrei a ele a loja do clube e aproveitei para comprar um chocolate quente no café da livraria Nobel. Enquanto tocava o hino nacional todos ficaram de pé. Chegavam alguns penetras. Mas logo todos foram convidados a procurar um assento. Pouco mais de 50 mil torcedores estavam presentes. Mas o estádio estava aparentemente completamente lotado. Lindo de ver. O jogo seria tenso. Além de ganhar o Tricolor precisava torcer por uma combinação de resultados. Muitos já davam o time como eliminado da Copa Libertadores. Mas não os torcedores do Clube da Fé. Primeiro tempo nervoso. Para o time e para a torcida. O primeiro grito de gol não foi pelo Tricolor. E sim pelo Arsenal. Pois com o resultado favorável do time, o Tricolor só precisava vencer para seguir vivo na competição. Quando saiu o segundo gol do time argentino um garoto que assistia a partida ao nosso lado explodiu de felicidade. O grito da torcida esquentava a fria noite no Morumbi. O craque Ronaldinho Gaúcho tentava se destacar, pelo Galo, mas era bem marcado. Uma parada cardíaca no coração dos tricolores aconteceu. Quando o juiz marcou pênalti para o time da casa. A torcida já comemorava antes mesmo do goleiro artilheiro atravessar o campo para a cobrança. O ídolo Rogério Ceni não desperdiçou. Abriu o placar para o delírio dos são paulinos. Festa em campo e na arquibancada. Time e torcida jogavam juntos. Os organizadores do estádio demoraram para conseguir fazer todos voltarem aos seus assentos. A cada lance próximo da área todos se levantavam automaticamente. Quando Ademilson fez 2 a 0 a torcida já não se aguentava de felicidade e cada jogada se transformava em olé. Ao final da partida Ceni foi até o símbolo bem em frente a nós e comemorou a classificação para as oitavas de final da competição. Alguns jogadores jogaram suas camisas e nosso amigo do Pará conseguiu pegar uma. Mais uma partida marcante para a história do Tricolor e dos tricolores.

 

Foto tirada com o celular. Libertadores: São Paulo 2 x 0 Atlético Mineiro


sexta-feira, 24 de junho de 2011


Muricy: O comandante do TRI


Treinador conquista sua primeira Libertadores

Por Vanessa Rodrigues

 

 

Com passagens vitoriosas por diversos clubes, Muricy Ramalho se tornou um dos maiores técnicos do futebol brasileiro. Nesta quarta-feira (22), o comandante do Santos FC comemorou uma conquista inédita em sua carreira, a Copa Libertadores da América.

Para chegar onde está hoje, Muricy resume melhor do que ninguém o segredo, em apenas uma palavra: trabalho. Longas viagens, dias sem dormir, ficar distante da família, são alguns dos desafios enfrentados por quem está envolvido diretamente com este ‘espetáculo' que é o futebol.

O que faz tudo valer a pena? A conquista. Mas antes dela, o amor! Como diz Muricy ganhar não significa que está tudo certo, e perder que está tudo errado. Sem amor Muricy não teria começado ainda garoto a se dedicar ao esporte mais querido do Brasil, não teria transformado sua diversão em profissão, enfrentado uma grave lesão quando atleta, encarado o desafio de ‘comandar a paixão' dos torcedores, e não teria também... conquistado o Brasil e a América.

Através de sua trajetória, podemos perceber que nada acontece por acaso, e que quando lutamos por nossos sonhos por mais difícil que seja a caminhada, terá no final uma recompensa melhor do que qualquer troféu, a satisfação de ter feito o melhor possível.

Há sempre algo novo a ser conquistado. É esta a mensagem que um título tão significativo para os torcedores como a Libertadores precisa passar. Que venha o mundial!

 

Trajetória de Muricy:

Nascido em São Paulo, no dia 30 de novembro de 1955, Muricy cresceu basicamente no bairro de Pinheiros, na Vila Madalena, e depois mudou se para a região do Morumbi, perto do estádio em que começou sua carreira, e mais tardar fez história como treinador.

Quando tinha nove anos seu tio Roberto, sócio do São Paulo FC, o levou para jogar na escolinha do clube. No Tricolor passou por todas as categorias de base: mirim, dente de leite, infantil, juvenil, e jogou até no time de futebol de salão.

Seu primeiro treinador foi Aldo Pierobom, que montou o "Dente de Leite" famoso na época. Com a camisa 8, se destacou no primeiro campeonato da categoria organizado por Eli Coimbra e Renato Petri.

Quando tinha de 16 para 17 anos, Muricy foi emprestado pelo São Paulo para o Pontagrossense, do Paraná, onde atuou ao lado de jogadores como Paulo Borges e Bené, que foram do Corinthians, e o Lourival, do São Paulo.

Quando voltou ao Tricolor Paulista, estreou na equipe principal que era comandada por José Poy. No auge de sua carreira viveu seu maior drama, uma contusão que o impediu de disputar a Copa do Mundo de 78.

Um ano antes do Mundial, Muricy rompeu o cruzado (ligamento do joelho) e ficou mais de um ano parado, porque os médicos tinham medo de fazer a operação, desconhecida na época.

Seu salvador foi o médico Bartolomeu Bartolomei, um cientista estudioso, que fazia experimentos e aceitou fazer a operação, que foi um sucesso. Após se recuperar, Muricy jogou mais um ano no São Paulo e no final de sua carreira no Puebla, do México.

Para se preparar para a vida de treinador, Muricy teve Telê Santana como professor (literalmente em um curso que fez na USP). Foi convidado para treinar um time de garotos do Alphaville Tênis Clube e em seguida os mirins do São Paulo FC.

Com os juniores do Tricolor, foi campeão de um torneio na França, e quando retornou foi chamado por Telê para ser seu auxiliar. Depois de trabalhar ao lado do ‘mestre', Muricy percorreu o mundo.

Suas primeiras conquistas importantes foram com o Náutico, em 2001 e 2002. No São Paulo foi Tricampeão do Campeonato Brasileiro, em 2006, 2007 e 2008, um feito inédito. Venceu também o nacional de 2010 com o Fluminense, após recusar um convite da Seleção Brasileira para cumprir sua palavra com o clube.

Passou por clubes como Figueirense, São Caetano, Palmeiras, entre outros, e foi campeão até da Copa da China, em 1998, com o Shangai Shenhuz. Foi eleito o melhor treinador do Brasileiro de 2005, 2006, 2007,2008 e 2010.

Assumiu o Santos no mês de abril, com o time prestes a ser desclassificado da Libertadores, e comandou a reação que resultou em sua primeira conquista da América, e o Tricampeonato do clube.


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domingo, 26 de dezembro de 2010


Um campeão que incomoda!


texto do meu outro blog: http://muritri.wordpress.com/

 

No Brasil, é comum que nos programas esportivos se fale da vida pessoal dos jogadores e envolvidos ao meio. Isso porque estes assuntos muitas vezes influenciam diretamente no  rendimento dos profissionais e na admiração daqueles que os tem como exemplo. Também porque dão muita audiência!

 

Jogadores que saem para festas e não chegam no treinamento no horário correto, atletas que enfrentam problemas pessoais e não rendem em campo como deveriam. Alguns perdem muitos de seus fãs ao se envolverem em polêmicas em que demonstram não serem os "bons moços" que pareciam.

 

Geralmente os jornalistas esportivos que convivem nos bastidores do futebol são os que mais conhecem e podem falar daqueles que os torcedores tem como ídolos apenas vendo na TV.

 

Porém, os torcedores precisam tomar cuidado com alguns destes profissionais que acabam deixando de cumprirem sua obrigação de informar os torcedores, para influenciar na imagem de um profissional de forma injusta. 

 

Mas qual seria o objetivo de alguém que faz críticas absurdas à aquele que já demonstrou inúmeras vezes com seus gestos e conquistas ser um exemplo dentro e fora dos gramados?

 

Respeitamos as opiniões diversas sobre o técnico Muricy Ramalho e não estamos aqui para dizer que Muricy é o "Deus do futebol". Entretanto em respeito ao Muricy, que conhecemos também fora dos gramados, não podemos ficar indiferente ao texto publicado pelo jornalista Rica Perrone em seu blog.

 

Para começar o treinador Muricy Ramalho que para Rica "Não sabe nem fazer um time jogar futebol. Sabe ganhar jogos, incontestável! Da forma mais covarde que tem, mas sabe." é o mesmo que em uma publicação no site da FIFA, entidade máxima do futebol, está descrito assim:

 

"Este quarto titulo brasileiro de Muricy Ramalho consolida sua condição de especialista no trabalho de montar uma equipe para disputar uma competição longa, por pontos corridos. O paulista conquistou simplesmente a metade das edições do Campeonato Brasileiro disputadas nesse sistema, instaurado em 2003. Fora as conquistas, ainda vem de um vice-campeonato com o Internacional de Porto Alegre em 2005 e um quinto lugar à frente do Palmeiras em 2009. Nesse período de oito temporadas, Muricy é o líder com sobras em pontos ganhos, com 545 contra 456 do segundo colocado Vanderlei Luxemburgo - o único técnico que o supera em número total de conquistas, com cinco. Equipes comandadas por Muricy desde 2003 têm um aproveitamento total de 59,5% dos pontos."

 

A acusação de que Muricy foi arrogante ao dizer "Venceu o trabalho" chega a ser cômica. Ele não falou "Venceu quem mais trabalhou" e sim que seu árduo trabalho que não é de hoje foi premiado com o título.

 

Muricy venceu 3 Brasileiros seguidos com um mesmo time, fato inédito na história, sendo que na conquista de 2008 tirou uma diferença de 11 pontos do adversário e alguns ainda disseram  que os títulos só vieram devido a estrutura do São Paulo FC.  Diferente do que muitos fariam, e do que Rica diz "Muricy não sabe ficar quieto." sua resposta só veio este ano, e não saiu da sua boca: Flu campeão! (É de dar dor de cotovelo a muito Flamenguista) e o time com melhor estrutura em que colocação ficou?

 

E quando Muricy falou "Mata-mata é sorte". NOSSAAA. Todos que venceram a Libertadores, o Mundial a Copa do Brasil são apenas sortudos, foi isso que Muricy falou! disse o  senhor blogueiro. POR FAVOR né. Essa não merecia nem um parágrafo nosso de esclarecimento. Foi para ser sortudo que Muricy trabalhou para levar  o Flu para a Libertadores!

 

Sobre a afirmação de que Muricy tenha debochado do trabalho do Cuca e do Felipão numa palestra para jovens técnicos, como não comentamos o assunto sem ter apurado, diferente de alguns jornalistas já formados, preferimos perguntar ao próprio pessoalmente assim que o encontrarmos novamente o que ele teria dito para o acusarem desta falta de elegância que não tem o seu feitio.

 

Sobre a recusa da Seleção quem melhor do que o próprio MURICY para falar? Ou alguém deve saber melhor que o mais envolvido no assunto?

 

"Meu pai me ensinou que, se eu assino algo, tenho que cumprir. Se dei minha palavra, tenho que cumprir. Tem uma torcida por trás (do Fluminense), tem um patrocinador muito forte, que veio a São Paulo me conhecer anos antes porque queria um dia me levar para o clube. Sei que no nosso pais é difícil entender (uma recusa à Seleção Brasileira). Era um sonho meu. Mas não quero deixar nada para trás em nome disso."

 

Não sabemos se devemos rir ou sentir pena de quem faz uma pergunta arrogante "indiretamente" a si próprio. - "Afinal, quem é o jornalista babaca que vai questionar o vencedor?" Embora acreditemos que questionar um vencedor não torna ninguém babaca e sim a forma como a crítica é feita.

 

Pois só mesmo um babaca para falar de forma desrespeitosa de um depoimento como este: "Vocês sabem que essa noite passada eu sonhei com o Telê Santana. Sonhei que abraçava ele, e ele estava feliz para caramba. Eu vi ele, como se estivesse vivo. Ele sorria, e agora eu estou aqui sorrindo. Imagina o que é levantar no dia de uma decisão com uma sensação dessas. Tenho certeza que ele estaria feliz por mim agora."

 

Citamos então mais um parte da matéria publicada na FIFA "Telê Santana pode, sim, até ter sido seu grande mestre, como o técnico do Fluminense já disse dezenas de vezes desde os tempos em que era seu assistente técnico no São Paulo. Mas quando o assunto é o Campeonato Brasileiro disputado em pontos corridos, os números estão se tornando insuportavelmente claros: o mestre é Muricy Ramalho."

 

Quem é mais arrogante, o que "SE FAZ" de "bonzinho, santinho, correto e trabalhador" ou quem julga como se entendesse de futebol melhor que a FIFA?

 

Links:

http://www.ricaperrone.com.br/2010/12/o-deus-do-futebol/

http://pt.fifa.com/worldfootball/clubfootball/news/newsid=1346739.html

 



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