
Algumas equipes, independente do esporte que praticam, sempre buscam no passado, a justificativa da sua primazia e se esquecem do presente. Muitos esportistas, seja qual for sua modalidade, acreditam que apenas sua história pregressa, seria o trunfo essencial para sua supremacia. Ledo engano. O Brasil gastou 24 anos para recuperar de fato sua primazia no futebol mundial, e apesar de ter possuído esquadras potencialmente campeãs, assistiu de camarote seus maiores rivais igualarem seus feitos, sem o menor escrúpulo. Passeando por casos mais específicos, gostaria de salientar dois exemplos que são notórios sobre o tema. Um é um time de futebol, o outro um piloto de F-1. Não quero apresentar uma analogia, mas apenas criar uma introdução para o real conteúdo deste Post, que não é sobre futebol, e sim sobre F-1. Vou me restringir a pequenos “pitacos” como diz minha amiga Angela, e prestigiar os amigos.

O time em questão é o Palmeiras. Já publiquei inúmeros Posts, rebati críticas e esclareci o ponto nerval por várias vezes. A verdade é que o Palmeiras não possui um “DE LOREAN”! Como seria bom ver o “PALMEIRAS DE VOLTA PARA O FUTURO”! Eu, particularmente, sou árduo defensor do passado, pois sem ele não escreveríamos o presente, nem planejaríamos o futuro. O Palmeiras se perde neste último quesito, PLANEJAMENTO. Clube envolto num manto de incompetência, interesses pessoais e visão retrógrada. Parece um “filme B” do “Poderoso Chefão”, com “Dom Belluzzo” e seus “filhos” tentando restaurar a hegemonia às vezes no grito, às vezes na bravata, e sempre caindo no ridículo. As intenções são as melhores possíveis, mas o Palmeiras não pode viver só de boas intenções. Parece que estou sendo duro demais, mas tenho certeza que os palmeirenses se cansaram de ser coadjuvantes e até figurantes no futebol.

Michael Schumacher e sua Mercedes
O piloto em questão é Michael Schumacher. Dono de um currículo de fazer inveja, que provavelmente ficará imbatível nos números, está sentindo o amargo gosto da verdade. Quando digo que jamais será batido nos números, muito mais se deve a estiagem de talentos que ocorreu nos seus anos dourados, somados a uma série de fatores, que vão desde privilégios na equipe até suas inúmeras “vigarices”, que marcaram sua carreira, talvez até mais do que seu fantástico talento. Quando digo que está sentindo o amargo gosto da verdade, faço apenas coro a um dos maiores pilotos que já existiu, Stirling Moss, que já alertara para o fato de Schumacher colocar sua carreira em risco, correndo em pé de igualdade com um piloto competitivo como Niko Rosberg. Hoje, “Schumi” é número “DOIS”, e fico muito triste quando vejo os mais jovens, formarem opinião sobre Schumacher apenas sobre os últimos anos, sem conhecerem profundamente a F-1 e seus grandes talentos. Schumacher está longe de ser unanimidade entre seus próprios pares, e há de se considerar os fatores já citados e os regulamentos específicos de cada ano.

Michael Schumacher e Ross Brawn
Ross Brawn: "Andamento de Schumacher é um problema"
Pela primeira vez, um dos responsáveis da Mercedes GP admite que o andamento evidenciado por Michael Schumacher nestas primeiras corridas da época está sendo um problema. Mais curioso é o fato da afirmação pertencer a Ross Brawn, diretor da equipa germânica, admitindo ainda que a falta de ritmo demonstrada por Schumacher em comparação com Nico Rosberg "é difícil de entender"."O andamento de Schumacher é um problema", afirmou Brawn à revista Auto Motor und Sport, explicando os pontos em que o veterano alemão mais apresenta dificuldades. “Os seus problemas são difíceis de entender. Não são as curvas difíceis mas as tecnicamente mais simples onde ele tem dificuldades. Até agora, ele tinha estado a aproximar-se cada vez mais do Nico, por isso, o que aconteceu na China foi completamente contra a maré”, observou.

Flávio “Mercenário” Briatore e seu “pupilo” Michael “Dick Vigarista” Schumacher
Briatore prevê "ano desconfortável" de Schumacher na Mercedes
Flávio Briatore, ex-dirigente de Fórmula-1, disse não acreditar que Michael Schumacher, da Mercedes, voltará a fazer apresentações como antigamente.
"Este ano será desconfortável para Schumacher, porque há muitos bons pilotos lutando para vencer Grandes Prêmios", afirmou.
Briatore também analisou a competição de Schumacher com seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, que é segundo colocado na temporada.
"Eu sempre achei que Michael teria que lutar muito contra Rosberg", disse.
As recentes atuações do alemão tem gerado muita discussão a respeito de sua volta a Fórmula 1 após três anos afastado. A idade (41 anos) é apontada como um dos fatores que podem estar pesando no desempenho do heptacampeão. Briatore foi afastado da Fórmula-1 após acusação de manipulação de resultados no GP de Cingapura em 2008. Esse ano o dirigente reverteu a pena e poderá regressar à categoria.
Briatore e Schumacher formaram parceria de sucesso em 1994 e 1995, com os títulos mundiais pela Benetton.
NEM SEMPRE QUEM VENCE MAIS É DE FATO O MELHOR

Senna e Schumacher após o GP da França de 1992
O mundo globalizado de hoje exige resultados. Sejam nos governos, nas empresas, nas nossas próprias vidas. No esporte não é diferente. Já se foram os tempos românticos de outrora e hoje não há espaço para os perdedores. Porém, existe um fato que jamais poderá ser apagado da história, seja ela onde for ou existiu: O TALENTO! Quando vasculhamos o baú da história, nos deparamos com pessoas e situações tão inusitadas quanto os resultados obtidos. Vencer é importante, mas convencer é muito mais. Os registros podem apontar para um fato, mas eles podem ter sido distorcidos ou manipulados, em prol de interesses de pessoas ou grupos, como de fato podemos vivenciar em nossa própria história, a história humana e suas inúmeras distorções. As ilusões criadas pela mídia, pelos governos, pelas religiões, visam aplacar a sede humana pela busca incessante do conhecimento maior, do absoluto.

Stirling Moss
Voltando para o esporte, mais especificamente a Fórmula-1, realmente nem sempre quem vence mais é de fato o melhor. Se essa lista fosse para o maior piloto de corridas perfeitas, “redondas”, haveria um forte argumento para colocar com direito Stirling Moss no topo. Sucesso em carros esportivos, carros de turismo e ralis destacou em todas as categorias que disputou a amplitude do seu talento. Porém, nunca foi Campeão na F-1. Foi quatro vezes Vice-Campeão consecutivamente de 1955 a 1958. Tendo aprendido a sua arte ao lado de Juan Manuel Fangio na Mercedes-Benz, em 1955, Moss se tornara cada vez mais rival do argentino, mostrando-se grande o suficiente para ser Campeão. Depois da aposentadoria de Fangio, Moss assumiu o manto do melhor piloto do mundo até a sua queda, num acidente em Goodwood, em 1962. Este acidente na Inglaterra forçou a aposentadoria prematura de Moss.

Stirling Moss vencendo o GP da Argentina em 1958
Entre suas 16 vitórias em GPs de F-1, algumas foram das maiores vitórias da história: Batendo Fangio por mais de três minutos em Pescara, em 1957; vencendo o GP da Argentina em 1958 com um Cooper de dois litros; derrotar em 1961, as Ferraris que eram favoritas, em Mônaco e em Nurburgring com sua Lotus. Moss pode nunca ter vencido um campeonato do mundo, mas seus colegas usam como referência, os seus próprios desempenhos, para julgarem sua importância dentro da F-1. Fangio não teve vida fácil como muitos analisam, pois havia além de Stirling Moss, Giuseppe “Nino” Farina, Alberto Ascari e Mike Hawthorn, todos Campeões na época. Além de Moss, existe outro Vice-Campeão que deixou saudades: Gilles Villeneuve. Um acidente horrível na qualificação para o Grande Prêmio da Bélgica em1982, tirou a vida de um dos maiores talentos que a F-1 já viu. Falando em seu funeral, Jody Scheckter disse: "I will miss Gilles (“Vou sentir saudades de Gilles”), por duas razões. Primeiro, ele foi o piloto mais rápido na história do automobilismo. Em segundo lugar, ele era o homem mais genuíno que já conheci.”

Gilles Villeneuve
AUTOSPORT ELEGE SENNA COMO O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS

A revista inglesa AUTOSPORT, publicou na sua edição de 10 de Dezembro de 2009, uma enquete envolvendo 217 pilotos, para escolher quem foi o melhor piloto de F-1 de todos os tempos. Para quem não conhece, a revista AUTOSPORT é uma revista semanal, publicada toda quinta-feira no Reino Unido, e que é muitas vezes referida como a “Bíblia” do esporte motorizado. Sua primeira edição foi publicada em 1950, por George Grant, coincidindo com a semana inaugural do Campeonato Mundial de Fórmula-1, com o Grand Prix de Silverstone. Esta pesquisa representa a votação mais abrangente, jamais feita antes, em que são envolvidos os sobreviventes dos primórdios da F-1 dos anos 50, como o argentino José Froilan Gonzalez até o piloto mais bem sucedido de todos os tempos, Michael Schumacher. Do piloto mais velho, ainda vivo, Paul Pietsch, com 98 anos até o primeiro filho de piloto de F-1 da década de 90, Jaime Alguersuari. São 809 Grand Prix disputados, mais de 9 mil largadas e mais de 270 vitórias, incluindo o atual Campeão Jenson Button, neste júri seleto, que envolve Campeões e vencedores de todas as gerações.

Jim Clark
Esta lista representa a opinião dos grandes, dos vencedores de Grand Prix, daqueles que assistiram e viveram a emoção de pilotar ao lado dos maiores pilotos da F-1, daqueles que puderam admirar a arte de pilotar dos seus pares até aqueles que tenham sido atordoados pelos seus companheiros de equipe lendária, ou até aqueles cujas carreiras na F-1 tenham sido tão fugaz como o piscar de um olho. Dentre todos, talvez o maior talento natural já visto na Fórmula-1, Jim Clark parecia não entender por que ele era tão rápido, e foi destruindo tempos, recordes e rivais. Ele formou uma relação extraordinária com o patrão Colin Chapman, o que significa muitas vezes ele tinha o carro mais rápido. Assim equipado, Clark dominou e poderia ter ganhado mais de dois títulos, não fosse a pouca confiabilidade do equipamento. Em máquinas menos competitivas, Clark mostrou que poderia lutar contra todas as probabilidades. O Lotus 49 e Clark foram feitos para uma combinação impressionante e o título de 1968 certamente teria caído para o escocês se ele não tivesse sido morto em Hockenheim, em uma corrida de Fórmula-2.

Michael Schumacher
Estatisticamente, o piloto de maior sucesso na história da F1, Michael Schumacher dominou totalmente o esporte no início desta década. Famoso por seu ritmo implacável e capacidade suprema em fazer tempos rápidos em momentos cruciais nas corridas, Schumacher bem que poderia ser chamado de piloto mais completo da Fórmula-1. Às vezes polêmico e sempre intransigente, Schumacher, como a maioria dos campeões, tinha muita vontade, velocidade e Racecraft. Mas a sua ética de trabalho, capacidade física e capacidade de mobilizar as equipes em torno dele eram as qualidades que realmente fez ele se destacar. Depois de levar seus dois primeiros títulos mundiais com a Benetton em 1994 e 1995, Schumacher levou sua equipe com ele para a Ferrari e não só acabou com o jejum de títulos da Ferrari, como a transformou numa equipe imbatível. Com Schumacher a bordo, Maranello fez sucesso sem precedentes. O alemão marcou 72 vitórias e cinco títulos consecutivos de pilotos de 2000-2004. Schumacher traz junto a si, a “mancha” de ser um piloto desleal, que busca a vitória a qualquer custo.

Ayrton Senna
Provavelmente mais rápido do que qualquer outro piloto de sua época, ou talvez de todas, com 41 vitórias e três títulos mundiais, Ayrton Senna também tinha uma raia cruel como nenhum outro. Antes de sua morte em Ímola, em 1994, sua habilidade incrível foi exibida com algumas vitórias sensacionais, como o seu recorde de seis, sendo cinco consecutivas em Mônaco e as exposições famosas de virtuosismo em tempo molhado no Estoril em 1985, na sua primeira vitória e em Donington Park, em 1993, que lhe valeu uma placa e um busto ao lado de Juan Manuel Fangio na entrada do Circuito de Donington Park e posteriormente uma placa comemorativa dos dez anos do feito, em 2003, como a “Melhor Volta da História da Fórmula-1”, ou como está escrito na última placa comemorativa “THE GREATEST LAP OF THE CENTURY”. Seriam precisos muitos Posts, para destacar o virtuosismo de Ayrton Senna.

Ele será lembrado tanto por sua disputa com o arqui-rival Alain Prost, um homem com quem ele dividiu um desprezo mútuo após um argumento de ordens de equipe na McLaren em 1989, no GP de Imola, como também por protagonizarem a maior rivalidade já vista na história da Fórmula-1. Decidiram títulos em Suzuka, em dois anos sucessivos, de forma polêmica em 1989 e 1990. Nos anos que seguiram, houve uma aproximação de ambos, o que não escondia uma admiração mútua que sentiam um pelo outro. Ayrton Senna era um homem que simplesmente tinha tanta autoconfiança de que ele não poderia imaginar a idéia de ser batido. Foi chave para a sua grandeza e seu maior defeito. Senna foi a personificação mais próxima que um piloto chegou de Jim Clark. Rankings são formados e as polêmicas ressurgem. Quem foi o maior? Seria Ayrton Senna? O debate vai correr e correr, e a discussão sobre a reivindicação para ser o maior de todos os pilotos, eterna...

F1’S GREATEST DRIVERS
WE PERSUADED 217 WORLD CHAMPIONSHIP F1 HEROES TO VOTE FOR THE ALL-TIME GREATEST
20º) MARIO ANDRETTI
19º) RONNIE PETERSON
18º) JACK BRABHAM
17º) LEWIS HAMILTON
16º) ALBERTO ASCARI
15º) MIKA HAKKINEN
14º) JOCHEN RINDT
13º) NELSON PIQUET
12º) EMERSON FITTIPALDI
11º) NIGEL MANSELL
10º) GILLES VILLENEUVE
9º) FERNANDO ALONSO
8º) STIRLING MOSS
7º) NIKI LAUDA
6º) JACKIE STEWART
5º) JIM CLARK
4º) ALAIN PROST
3º) JUAN MANUEL FANGIO
2º) MICHAEL SCHUMACHER
1º) AYRTON SENNA

Senna “The Best Ever”
Você pode concordar ou discordar deste Ranking, mas vale lembrar que ele foi determinado por 217 pilotos, como eu já expliquei em detalhes. Achar que os próprios profissionais que praticam o esporte são míopes, seria muita presunção da nossa parte. Algum de vocês já segurou um volante de um F-1 e sentiu o que é estar dentro destes bólidos pelas pistas afora? Será que alguém aqui tem noção do que é fazer uma curva como a Eau Rouge, em Spa-Francorchamps na Bélgica, acima dos 300 km/h? Mesmo assim, claro que muitos vão ter opiniões distintas. Eu tenho meu próprio “TOP 5”, e tenho certeza que muitos vão ter os próprios “TOPs”, sejam lá de quantos forem. O propósito deste Post é mostrar que a grandeza se mede pelo respeito ao passado, presente e futuro. No futebol, todos são grandes. O Palmeiras da Academia, o Santos de Pelé, o São Paulo da eficiência, o Corinthians da superação. Temos mais gigantes pelo Brasil... Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Goiás, Sport, Bahia, Vitória, Coritiba, Atlético-PR e são tantos, que infelizmente não vai dar para escrever todos aqui. Cada qual com a sua grandeza e história!

E É CLARO, TEM O GLORIOSO XV DE PIRACICABA!

ESTOU FALANDO SOBRE F-1, MAS AQUI CONTINUA PALMEIRAS!


Após o GP da China, disputado neste Domingo, 4:00 horas da madrugada (no Brasil, horário de Brasília), em Xangai, pode tornar nítida nossa visão acerca do Mundial de 2010 de F-1 e ajustar melhor nossas opiniões, passada esta primeira fase com as quatro primeiras provas, de um total recorde de 19 em uma temporada que promete muito equilíbrio. Primeiro, claro, o destaque vai para o desempenho do atual Campeão Jenson Button, vencedor de dois dos quatro primeiros GPs do ano. Desprezado pela própria crítica inglesa, que considera Lewis Hamilton um piloto com melhores atributos que Button, este vem dando nas pistas, as respostas aos seus críticos, mostrando que o Campeonato vencido em 2009 não foi fruto do acaso, e sim de maturidade e precisão, de um piloto que definitivamente entra na briga pelo título, assumindo a liderança do Campeonato de 2010 e suplantando seu companheiro Hamilton tanto nos treinos, como nas corridas. Button, definitivamente jamais dará os “shows” que Hamilton proporciona, porém possui um estilo de pilotagem tão suave e seguro, que só tem um rival que o suplanta neste quesito na F-1 atual, Fernando Alonso, que tem tido problemas com o motor da sua Ferrari, e se recuperou de forma exemplar após uma punição por ter queimado a largada. Alonso sempre foi preciso e regular, e possui em seu currículo 15 pódios consecutivos, marca superada apenas pelo “Rei dos Números”, Michael Schumacher, que ostenta 19 pódios consecutivos, para enfeitar a sua já recheada galeria de recordes absolutos. Fernando Alonso já havia demonstrado suas habilidades no último GP na Malásia, em Sepang, quando correu sem embreagem toda a corrida e foi traído pelo motor no final da corrida quando tentava ultrapassar Button. Felipe Massa não vai ter vida fácil com o espanhol, e a ultrapassagem de Alonso sobre Massa na entrada dos boxes no GP da China, é apenas um aperitivo do que está por vir na disputa entre os dois. O nível de competitividade imposto pela F-1 contemporânea, em nada se assemelha aos tempos de Juan Manuel Fangio e Stirling Moss, e nela não existe espaço para o cavalheirismo dos tempos românticos da F-1. Felipe já havia bobeado na largada do GP do Bahrein, em Sakhir, e agora “deu mole” para Alonso na entrada dos boxes do GP da China. Felipe corre contra um companheiro-adversário que possui um “handicap” superior, tanto na forma de conduzir o carro quanto na estratégia de corrida. Felipe possui uma arma importante, que é sua convivência mais longa e íntima com a Ferrari, mas não pode permitir que o “Príncipe das Astúrias”, Dom Fernando, tome conta da situação e ganhe a preferência e os privilégios da Ferrari. Mas falando sério, e sem “patriotada”, a missão de Felipe Massa para superar Fernando Alonso é das mais difíceis, salvo quando a McLaren o preteriu, favorecendo explicitamente Lewis Hamilton, um piloto novato, brilhante e promissor, que jogou fora um título que estava todo em suas mãos. Alonso jamais teria perdido o título de 2007, que cai do céu para Raikkonen. Voltando um pouco para a Inglaterra, quem vocês acham que é o maior piloto inglês de todos os tempos? Seria o Bicampeão Graham Hill, ou os Campeões Nigel Mansell, Lewis Hamilton e Jenson Button? Acreditem, o maior piloto inglês de todos os tempos, nunca foi Campeão! Stirling Moss, teve o azar, ou talvez o privilégio de correr com Juan Manuel Fangio, como ele próprio costuma dizer. Dono de quatro Vice-Campeonatos consecutivos, Stirling Moss é o único piloto da história da Fórmula-1 que conseguiu classificar-se entre os 3 primeiros em 7 temporadas consecutivas. De 1955 a 1958 foi vice-campeão e de 1959 a 1961 foi terceiro colocado no campeonato. Stirling Moss é considerado o melhor piloto inglês de todos os tempos e o melhor piloto não-campeão da história da Fórmula-1. Pois bem, Stirling Moss hoje com 80 anos, continua sua vida automobilística como comentarista e nos presenteou com algumas pérolas, no mínimo interessantes. Admirador confesso de Fangio e Senna, nunca escondeu sua preferência pelo argentino, principalmente pelo fato do nível das disputas da época serem mais éticas e cavalheiras. Comentou que Senna teria um comportamento diferente, caso pilotasse em sua época e minimizou o retorno de Schumacher à F-1, inclusive alertando que ele estaria colocando em risco sua reputação. Acrescentou que Schumacher nunca teve um “número 2” que de fato colocasse seu desempenho em cheque, sem citar os privilégios de seu contrato, que impediam que houvesse uma sombra.
Stirling Moss acredita que um “número 2” (ou parceiro se preferirem) em pé de igualdade, revela a verdadeira face do legítimo Campeão, o que não deixa de ser verdade em duplas como Lauda-Prost, Piquet-Mansell, Senna-Prost, só para citar alguns. Hoje temos Button-Hamilton e Alonso-Massa. O que ninguém esperava no meio automobilístico, e, este que vos escreve acreditava exatamente no cenário atual, é que Schumacher encontraria tamanha dificuldade de adaptação, e o pior, que teria em pé de igualdade um “número 2” como Niko Rosberg, e pior ainda, que tomasse um “baile” do mesmo. Quando Moss foi Vice-Campeão pela terceira vez, tinha 28 anos e Fangio 46! Salvo as proporções tecnológicas de épocas tão distintas, fica evidente que Schumacher não sabe, nem nunca soube lidar com uma situação adversa. Não quero aqui menosprezar seu brilhante histórico, mas há de se lembrar as passagens “negras” que Schumacher traz junto consigo, ou será que todos já se esqueceram de suas “vigarices”? Schumacher foi aclamado em sua volta, como salvador da F-1, como foi dito por Ecclestone, Lauda e outros. Na verdade foi uma ”jogada de marketing”, em meio à crise. Hoje, Schumacher deve estar se perguntando por que voltou. Claro que muita água vai rolar e posso até queimar minha língua, mas duvido que Schumacher dispute o título. Niko Rosberg vence de 4 X 0 nas largadas e tem 50 pontos contra 10! Schumacher foi sem dúvida, um dos maiores expoentes que a F-1 já viu, mas agora... 




No raciocínio de Stirling Moss, apesar de Schumacher contar com bom equipamento (vide os 50 pontos e a vice-liderança de Niko Rosberg), os favoritos para ele são Fernando Alonso e Sebastian Vettel . Em minha opinião, esta lista deve ser bem maior, e teremos talvez um dos campeonatos mais disputados e com mais candidatos ao título talvez de toda a história. Temos quatro Campeões com chances (eu não sou louco de descartar o Schumacher, afinal faltam 15 GPs), três Vice-Campeões, onde Vettel e Massa vão disputar palmo a palmo. Então vejamos, temos Alonso, Button, Hamilton, Massa, Vettel, sem contar Rosberg, Webber e é uma pena que o Kubica não tenha um carro que esteja no mesmo nível dos outros. Com a F-1 neste nível, com pilotos diferenciados como poucas vezes se viu na história deste esporte, Schumacher escolheu o pior momento para voltar. Será que a idade pesa tanto? Fangio foi Campeão com 46. Será que o tempo afastado atrapalhou tanto? Só três campeões se afastaram e voltaram e conseguiram vencer. Lauda ficou por dois anos afastados, de 1979 a 1981 e precisou de apenas duas corridas para se adaptar e voltar a vencer. Dois anos depois se consagraria Tricampeão, em 1984. Prost se afastou por um ano e retornou para ser Tetracampeão. Mansell foi para a Indy em 1993, ficou campeão e voltou à F-1 após dois anos. Foi pole e venceu, aos 41 anos, no controverso GP da Austrália de 1994, onde Schumacher conseguiu seu primeiro título após jogar o carro sobre Damon Hill.

Hoje a realidade é outra e Schumacher foi “saco de pancadas” na China. Deve ter sido difícil para ele conseguir dormir após sofrer 10 ULTRAPASSAGENS numa mesma corrida... Ah! Só para acrescentar, nosso GRANDE Emerson Fittipaldi, que deteve por 33 anos o recorde de ser o Campeão mais jovem da história da F-1, até ser superado por Fernando Alonso, foi o primeiro brasileiro a vencer as 500 milhas de Indianápolis em 1989 aos 42 anos, foi Campeão da Fórmula Indy no mesmo ano e voltou a vencer as 500 Milhas de Indianápolis em 1993 aos 46 anos. Só para efeito de registro, Emerson Fittipaldi deixou a Fórmula-1 em 1980 e ingressou na Fórmula Indy em 1984. Schumacher sem a menor dúvida é o “maior piloto de todos os tempos... NOS NÚMEROS”! E SÓ... Tem Fangio, Moss, Clark, Stewart, Lauda, Villeneuve, Prost, Piquet...
E OLHA QUE EU NEM CITEI O NOME DE SENNA...

Confira o resultado final do GP da China:
Melhor volta: Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m42s061, na 13ª Pos Piloto País Equipe Tempo 1 Jenson Button ING McLaren-Mercedes 56 voltas em 1h44m42s163 2 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes a 1s530 3 Nico Rosberg ALE Mercedes a 9s484 4 Fernando Alonso ESP Ferrari a 11s869 5 Robert Kubica POL Renault a 22s213 6 Sebastian Vettel ALE RBR-Renault a 33s310 7 Vitaly Petrov RUS Renault a 47s600 8 Mark Webber AUS RBR-Renault a 52s172 9 Felipe Massa BRA Ferrari a 57s796 10 Michael Schumacher ALE Mercedes a 1m01s749 11 Adrian Sutil ALE Force India-Mercedes a 1m02s874 12 Rubens Barrichello BRA Williams-Cosworth a 1m03s665 13 Jaime Alguersuari ESP STR-Ferrari a 1m11s416 14 Heikki Kovalainen FIN Lotus-Cosworth a 1 volta 15 Nico Hulkenberg ALE Williams-Cosworth a 1 volta 16 Bruno Senna BRA Hispania-Cosworth a 2 voltas 17 Karun Chandhok IND Hispania-Cosworth a 4 voltas Não classificados: Jarno Trulli ITA Lotus-Cosworth a 30 voltas/abandono Lucas di Grassi BRA VRT-Cosworth a 48 voltas/mecânico Pedro de la Rosa ESP Sauber-Ferrari a 49 voltas/motor Sebastien Buemi SUI STR-Ferrari a 56 voltas/acidente Kamui Kobayashi JAP Sauber-Ferrari a 56 voltas/acidente Vitantonio Liuzzi ITA Force India-Mercedes a 56 voltas/acidente Timo Glock ALE VRT-Cosworth a 56 voltas/mecânico

Classificação final do Mundial de Pilotos após 4 de 19 corridas: Posição Piloto País Equipe Pontos 1 Jenson Button ING McLaren-Mercedes 60 2 Nico Rosberg ALE Mercedes 50 3 Fernando Alonso ESP Ferrari 49 4 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes 49 5 Sebastian Vettel ALE RBR-Renault 45 6 Felipe Massa BRA Ferrari 41 7 Robert Kubica POL Renault 40 8 Mark Webber AUS RBR-Renault 28 9 Adrian Sutil ALE Force India-Mercedes 10 10 Michael Schumacher ALE Mercedes 10 11 Vitantonio Liuzzi ITA Force India-Mercedes 8 12 Vitaly Petrov RUS Renault 6 13 Rubens Barrichello BRA Williams-Cosworth 5 14 Jaime Alguersuari ESP STR-Ferrari 2 15 Nico Hulkenberg ALE Williams-Cosworth 1 16 Heikki Kovalainen FIN Lotus-Cosworth 0 17 Sebastien Buemi SUI STR-Ferrari 0 18 Jarno Trulli ITA Lotus-Cosworth 0 19 Pedro de la Rosa ESP Sauber-Ferrari 0 20 Bruno Senna BRA Hispania-Cosworth 0 21 Timo Glock ALE VRT-Cosworth 0 22 Kamui Kobayashi JAP Sauber-Ferrari 0 23 Lucas di Grassi BRA VRT-Cosworth 0 24 Karun Chandhok IND Hispania-Cosworth 0
PRÓXIMA CORRIDA

GP DA ESPANHA
BARCELONA
09 DE MAIO

