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sábado, 7 de agosto de 2010


O QUE E NECESSARIO PARA SE TORNAR UM IDOLO HOJE EM DIA ?


 Se eu fosse o JJ, alem de beber menos Whisky faria uma proposta com plano de carreira e valorização para o Hernanes! A busca por uma reposição à altura poderá ser árdua, demorada e custosa. Não podemos esquecer que se trata além de um ótimo jogador, de um profissional raro que não tem problemas extracampo e muito aplicado em treinos e fundamentos do futebol.

 

 Muitos dizem que ele some, mas garanto que em alguns momentos ele apenas foi mal aproveitado e sobrecarregado(marca,arma e cobre) no SPFC, na Copa em proporções diferentes obviamente isso aconteceu com muitos times, os técnicos matavam seus times apostando apenas no seu principal jogador e o sobrecarregando (Cristiano Ronaldo, Rooney etc). LEMBRANDO que ano passado ele jogou lesionado, operou e depois voltou bem no final e ninguém sabe ou não lembra.

 

 Para mim Hernanes é um exemplo da banalização dos Ídolos em clubes brasileiros, sim pra mim ele é um exemplo, um ídolo e se ficasse para sempre eu aplaudiria tanto a diretoria quanto ele, acho que somos em parte responsáveis por isso. Hernanes por sua vez ultimamente já declarou que nos moldes de RC e Marcos é sim possível fazer carreira e garantir o futuro jogando num clube grande como o SPFC, mas pelo visto isso nem sequer foi cogitado pela SONOLENTA DIRETORIA (pós reeleição extensão do mandato) do SPFC. Ele aceitar ou não seria outra coisa, mas acho válido no mínimo darem uma segunda opção (valorizada e bem planejada) à ele!

 

Hernanes talvez nem chegue a esse patamar de Craque ou Ídolo de forma mais abrangente MAS tb até que ponto propiciamos a oportunidade de alguem ser um Craque ou Ídolo no SPFC? Com certeza ele já atingiu um nível suficientemente bom para que lhe fosse dada essa oportunidade e fosse CANDIDATO à Ídolo, afinal quanto tempo o RC (não tornem isso uma comparação direta por favor) ou Raí demoraram para que fossem realmente considerados Ídolos por exemplo?

 

O critério de Ídolo é maior na infância, isso é preocupante e por isso eu dou tamanha importância para no mínimo uma maior oportunidade de alguém se formar um Ídolo, afinal assim nossa torcida cresce etc. Se não fosse o tempo, Raí e Rogério(por favor a intensão não é uma comparação individual) teriam sido Ídolos no SPFC?

 

 Manter um jogador como o Hernanes, principalmente trazendo Cleber Santana e Carlinhos Paraiba para o lugar e pelos valores especulados para a venda (ou até mesmo com propostas apenas um pouco melhores) segue o mesmo raciocínio de não aceitar qualquer valor de patrocínio no começo do ano por algo melhor, há quem diga que não se pode fazer os dois mas e se fosse escolher entre aceitar um patrocínio "menor" e não vender um futuro "Ídolo" exemplo de profissional eu ficaria com a segunda opção, E VOCÊS?

 

 


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sábado, 7 de agosto de 2010


O DIA EM QUE O SPFC VIROU A CBF ?


 Você sabe dizer em que ponto o caldo Tricolor começou a entornar? Ao contrário do que muitos pensam começa um pouco antes do RG, mais exatamente no momento em que decidiram cometer talvez o que venha a ser o maior equívoco e retrocesso histórico do São Paulo Futebol Clube, a mudança no estatuto do clube. A duração do mandato não só aumentou para 3 anos como também manteve a possibilidade de reeleição, atingindo um total de até 6 anos no poder.

 

 Muitos vão se lembrar que a reeleição do JJ foi em abril de 2008 mas vão esquecer quem era o diretor de planejamento em sua gestão, o saudoso Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa, talvez o real ponto de equilíbrio dessa gestão, falescendo a poucos dias da conquista do Hexa. Vale lembrar que anteriormente como Presidente do SPFC foi responsável direto pela retomada do SPFC ao topo do futebol brasileiro em 2005 e contrução do REFFIS, Cotia etc. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Portugal_Gouvêa )

 

  Coincidentemente a partir deste momento coisas estranhas e até então incomuns naquela gestão começaram a acontecer, pode parecer injusto e difícil atribuir à apenas uma pessoa os resultados de toda uma diretoria mas encarem como a importância de um técnico no desempenho de um time, ou mais especificamente um time em que quem realmente organiza e comanda é um grande jogador e não o Técnico, agora imagine que esse jogador se aposente ou fosse negociado, o que acontece? Será que o Técnico não ficaria sobrecaregado?

 

 Voltando à realidade podemos dizer que a reeleição no SPFC com mandato de 3 anos passou para a diretoria uma falsa sensação de que pouco ou nada precisaria ser mudado, mas como costuma acontecer nesses casos ganharam confiança para grandes desafios na mesma proporção em que se deram ao direito de acharem que pelas conquistas atingiram um nível de acerto incontestável, perdendo o parâmetro para reflexão que por sua vez induz ao erro. Seja pela falta de transparência e sinceridade nas decisões tomadas ou na demissão sem consideração de um bom e antigo funcionário, por vezes passa uma imagem de arrogância aos mais fervorosos sejam eles torcedores do time ou não. 

 

  Talvez o erro dessa diretoria venha sendo a não manutenção da base mesclada com contratações pontuais por acreditar que contratar seria mais garantido e suficiente, não podemos esquecer obviamente da cereja do bolo, o Técnico. Analisando friamente trocaram o Técnico pois era mais fácil do que trocar a parte apenas insatisfeita do time, seria coerente caso houvesse uma boa opção disponível mas principalmente se não fossem contratar um time inteiro como não haviam feito sequer em parte quando pedido antes. 

 

 Se parece tão óbvio por quê a dificuldade da diretoria? O receio de assumir o erro os levou a esperar e acabaram esperando tanto que acabou sendo tarde demais. Quando mencionei que o Marcelo Portugal Gouvêa era o diferencial o fiz pensando que talvez o Juvenal também o tenha como tal e daí a necessidade de "investimentos mais seguros" para garantir seu busto sem que haja a sombra do de seu antecessor, pois no mínimo JJ está tentando fazer o que dois faziam antes juntos agora sozinho e obviamente se for esse o caso, ficou sobrecarregado e não deu conta. Acho que o JJ se perdeu por algumas ambições pessoais, que poderiam ter sido tomadas sim, mas de maneira menos intempestiva e com melhor garantia de sucesso. Afinal a estrutura esta montada mas a questão é, até que ponto ela não caminhou sozinha?

 

Se você teve um Déjà vu com os temas Reeleição, Mandato longo , Ações Arbitrárias não Justificadas, Tardia Renovação de Jogadores e Comando entre outras não estranhe, sabe quando duas pessoas começam a ficar tão parecidas que acabam rivais, pois é, será que estamos "virando" a CBF?

 

Versão resumida:

Eu particularmente não estou criticando a ausência de títulos que apenas faz parte do contexto e muito menos o "peitar" à CBF , estou criticando principalmente a reeleição do JJ, que foi um bom presidente, mas após a reeleição acredito que pouco acrescentou efetivamente ao crescimento do clube, ou condicionando demais esse crescimento ao Morumbi na Abertura da Copa de 2014, que no meu ponto de vista havia maneira mais eficaz para tal, mas isso não vem ao caso no momento. Por isso talvez tenha esquecido ou não dado a atenção necessária aos fatores que auxiliariam para tal crescimento e deixando a imagem do clube e sei torcedor expostos, mas isso não seria problema se principalmente houvesse uma defesa mais forte e contundente.
Sem contar que cá entre nós o RG esta ai ate agora por quê? Ou o JJ preocupado com outros problemas deixou chegar ao ponto que nada acrescentaria tira-lo(sexta passada) ou realmente o acha capaz para estar ali. E quantas contratações não poderiam plenamente serem substituidas por jogadores da base e outros como o Mazola que estão sendo emprestados e não utilizados? E é bom pensar, até que ponto toda estrutura criada não esta "andando sozinha"?


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terça-feira, 4 de maio de 2010


CICLO EVOLUTIVO OU SUPRESSÃO DO SUCESSO ?


  Desde que se foi decidido que os clubes classificados para a Libertadores no mesmo ano não participariam da Copa do Brasil, somente um dentre todos os campeões da Copa do Brasil passou das quartas de final na Libertadores no ano seguinte(Fluminense em 2008). Sem contar as constantes surpresas de times de menor expressão na final (Santo André, Paulista, Brasiliense, Sport) e para os mais críticos até os clubes cariocas que até então andavam mal das pernas.

  De certa forma a Copa do Brasil possibilita que times em situações  mais complexas ou com elencos mais enxutos ganhassem força, notoriedade e encorpassem visando a classificação para a Libertadores.  Ao mesmo tempo a idéia era enxugar o calendário do futebol brasileiro e possibilitar um foco maior dos clubes que disputam a Libertadores na mesma. Em pouco tempo, mais precisamente em 2004 quando o campeonato era dividido em dois grupos e tínhamos em disputa no máximo 14 ou 15 jogos (um grupo tinha 10 e outro 11 times)  o Corinthians quase caiu, sendo salvo pelo São Paulo. Ano seguinte, passamos à uma fórmula mais segura para todos times grandes, pontos corridos com 20 times, como faltava emoção nas rodas finais após 2 anos adicionaram aos pontos corridos um mata-mata entre os 4 melhores, atingindo assim um total de 23 jogos até o título.

  Sabemos atualmente que o excesso de jogos é vantajoso para a FPF (e outras),  como foi apurado (http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/05/03/federacoes-lucram-com-aumento-de-times-nos-estaduais.jhtm ), mas fora isso e o protecionismo para os clubes grandes não caírem, criou-se um ciclo vicioso no qual o Campeão Estadual sempre é um clube que não participa da Libertadores.

 Juntando isso ao anuncio de que a Sulamericana dará uma vaga para a Libertadores temos montada uma estrutura cíclica de participação dos clubes brasileiros na Libertadores, assim como os campeões dos Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil e do Brasileirão. Ou seja, o Campeão Brasileiro, no ano seguinte para se manter no topo tem como opções ganhar a Libertadores ou ficar entre os 4 primeiros do Brasileiro, obviamente consiliando as duas competições mais difíceis do ano.

Penso como alguém que ficou anos esperando uma volta à Libertadores e que também esta vivenciando a maior sequência de um clube brasileiro na competição, com certeza há um meio termo para tudo isso,  estimular o crescimento de clubes sem prejudicar os clubes que melhor se estruturarem para as competições principais.

Qual a sua saída para tudo isso?



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